quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

DESEJO DE MATAR... O DIRETOR


A premissa de "Michael Kolhaas" é digna de um filme de ação estrelado por Keanu Reeves: "Eles maltrataram seus cavalos! Mataram sua mulher! Mas mexeram com o cara errado..." Só que essa história de vingança se passa na França do século 16. Obaaa, pensei eu, vai ser tipo "Game of Thrones"! Não, não foi. O filme é de fato muito bonito (ganhou os Césars de melhor som e música) e ainda é estrelado pelo dinamarquês Mads Mikelsen, uma presença impressionante em qualquer língua. Mas é leeeeento. O diretor Arnaud des Pallières parecer querer obrigar a plateia a relfetir sobre a violência, ao invés de nos divertir com os malvados sendo mortos. Algumas cenas-chave acontecem longe das câmeras, e dá-lhe grama ondulando sob o vento. "MIchael Kolhaas" é a adaptação francesa de um livro alemão que dramatiza a passagem do feudalismo à economia capitalista (o personagem é um mercador burguês que sofre nas mãos de um barão). Poderia ter se tornado um épico histórico no cinema, mas só ficou chaaaato.

2 comentários:

  1. Tony, tu vai ver o Hobbit a guerra dos cinco exércitos?
    Diga que sim.

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    1. Sim, vou.

      Mas sem muito entusiasmo, só para completar o ciclo (e me livrar dele).

      Acho um absurdo terem quebrado "O Hobbit", um livro fininho, em três filmes diferentes. Ganânica pura, e nenhum dos dois que eu vi até agora chega aos pés de qualquer episódio do "Senhor dos Anéis".

      Fora que, depois de "Game of Thrones", o universo de Tolkien virou exclusivo para crianças...

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