quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SORTE NOSSA

Eu impliquei muito com a Deborah Secco quando ela encarnou "Bruna Surfistinha". Achei que ela se saía bem nas cenas de humor e sexo, mas não segurava os momentos mais densos do filme. Ah, nada como um dia depois do outro. Deborah está simplesmente soberba como a maluquete drogada e HIV-positiva de "Boa Sorte", no que é o papel mais complexo de toda sua carreira. Claro que o roteiro e a direção ajudam, mas isto não lhe tira o mérito. Vai ganhar todos os prêmios, e olha que ela nem é exatamente a protagonista (que é feito pelo estreante João Paulo Zappa, também ótimo). "Boa Sorte" fala de um romance improvisado numa clínica de recuperação de viciados, e é uma "coming of age story" - uma história de amadurecimento, algo raro no cinema brasileiro. Madura mesmo está a diretora Carolina Jabor, que estreia com brilho no longa de ficção depois de mais de uma década na propaganda. "Boa Sorte" só entra em cartaz no dia 20 de novembro e, por causa do tema espinhoso, talvez tenha dificuldade em encontrar seu público. Por isto vou ajudar: vai ver, que é um dos bons filmes deste ano.

2 comentários:

  1. Que bom que tu gostaste Tony, tenho o privilégio de trabalhar com o Jorge Furtado, que escreveu o conto no qual o roteiro foi inspirado (Frontal com Fanta), e lembro de ter visto uma cena não editada do filme na Casa de Cinema ano passado. Estou louco pra ver o resultado.

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  2. Louco pra ver desde quando ainda nem haviam iniciado as filmagens. Tbm não sabia das participações luxuosas de Fernandona e Cássi Kis, agora que sei, não perco mesmo!

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