terça-feira, 4 de novembro de 2014

PROTESTO, MERITÍSSIMO


Existem os filmes americanos do dia-a-dia: super-heróis, comédias românticas, historinhas crivadas de cichês. E existem os filmes americanos que concorrem ao Oscar, com grandes interpretações, roteiros bem cuidados e "mensagens". Entre essas duas categorias de vez em quando surge algo nem lá nem cá, como "O Juiz". O filme discute ética e família, tem um elenco de estrelas e uma certa pretensão artística. Mas também tem os cacoetes do cinemão comercial, como pontas amarradinhas e uma dose excessiva de açúcar, além de uma "moral da história" perfeitamente dispensável. A premissa é por demais batida: advogado bem-sucedido e "frio" (daqueles que perdem a pecinha da escola da filha, que horror) precisa voltar a sua cidade natal para o enterro da mãe, onde reencontra não só a família que não vê há anos como a namorada que ele abandonou. O pai, o juiz durão do título, acaba se envolvendo num acidente dúbio e o sujeito se vê obrigado a passar mais tempo lá do que gostaria. E aí se reencontra com suas raízes, seu verdadeiro amor e sua essêncizzzzzzzzzzz. Robert Downey Jr. e Robert Duvall estão soberbos como era de se esperar, e o final levemente surpreendente não deixa que o barco afunde de vez. Mas "O Juiz"está longe de ser um filme indispensável. Para você ter uma ideia, até minha mãe achou longo demais.

Um comentário:

  1. Não sei se Robert Downey Jr concorre ao Oscar, mas ao Globo de ouro, amado como é por lá, é quase certeza...

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