segunda-feira, 24 de novembro de 2014

IT'S THE LADIES


Passei a vida escutando essas senhoras. Barbra Streisand virou estrela global quando eu ainda era bem pequeno. Bette Midler lançou seu primeiro disco na minha pré-adolescência. E Annie Lennox explodiu com os Eurythmics no começo da minha vida adulta. Agora as três reaparecem ao mesmo tempo, pena que com discos bastante conservadores. Parecem ter medo de desbravar novas águas ou de desagradar aos fãs, todos já passados da meia idade. O curioso é que quem se sai melhor das três é Bette, a menos cantora de todas. Talvez porque tenha escolhido um repertório quase todo alegre e perfeitamente adequado aos seus dotes de humorista e showwoman. "It's the Girls" só traz covers de girl groups, os trios femininos que dominaram o pop americano no começo dos anos 60 (uma exceção é "Waterfalls", do TLC, de 1994). Saltitante e divertido, este novo álbum já é um dos maiores sucessos da longa carreira da Divine Miss M, que, a bem da verdade, nunca foi propriamente moderna. Talvez por isto não desaponte.
Outra que sempre soou meio antiga é Barbra Streisand, fiel a um estilo tradicional enquanto o rock pipocava à sua volta. A esta altura do campeonato, então, ela não sai mais de sua bolha. "Partners" é mais um disco de duetos, mais uma revisita a seu catálogo de sucessos, mais um trabalho ultra bem produzido e polido que pouco acrescenta à sua imensa obra. À beira dos 70 anos, Barbra continua cantando feito um rouxinol, sobre arranjos orquestrais para lá de caretas e com uma lista de convidados que já nasceu velha. Falta a ela o espírito moleque de Tony Bennett, que se arrisca a dividir o microfone com estrelas jovens de gêneros diferentes do seu.


Mais triste é o caso de Annie Lennox. Essa mulher já foi vanguarda, dominando as paradas  com hits inovadores e visual andrógino. Mas separou-se de Dave Stewart e foi encaretando ao longo de sua carreira solo, perdendo o bom humor e a vontade de criar. De uns anos para cá, tornou-se ativista genérica, a favor da paz mundial etc. etc. Pelo menos continua cantando maravilhosamente bem: quase todas as faixas de "Nostalgia" foram imortalizadas por divas negras do quilate de Billie Holiday, e Annie não faz feio. No entanto, o álbum é acadêmico, respeitoso por demais, sem surpresas e sem um pingo da pimenta de "Sweet Dreams (Are Made of This)". Minha nostalgia é por essa época (suspiro).

3 comentários:

  1. No primeiro vídeo da Bette Middler aos 1m28s (ou **88**segundos) ela incarna a Beyonce e faz o símbolo da pirâmide do Illuminati com as mãos...

    A Barbara Straisand nem sendo velha como é, considerada talentosíssima, pode tirar o uniforme branco e preto da Maçonaria da capa do disco!

    Mesma coisa com a Annie Lennox dando entrevista de camisa preta com bolinha branca apagadinha apagadinha mas quem tem que entender entende tudinho...

    Ou seja, que cretinice total isso tudo.

    Cafonalha manifesta em realidade física cansaaaaaaaatiiiiiiiiiiiiiiiiiiivvvvvvvvvvvaaaaaaa.

    The 5D Raver
    www.the5draver.info

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    1. Jent, como eu AMO teorias Illuminati. Parabéns, 5D.

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  2. Só o da Bette Middler passa aqui na Pamonha. :/
    Por acaso o corpo dela no vídeo é CGI ou de outra atriz? Em certas horas parecia aquelas animações toscas das vinhetas do SBT. Os braços pareciam ágeis demais para mim. Mas achei o cd fofíssimo. Lembra aquele álbum de natal do Phil Spector.

    Annie... Adoro tudo que ela fez no Eurythmics. A fase new wave/synthpop, a fase mais soul/R&B, a volta pra fase eletrônica e os 2 primeiros álbuns solo. Depois sóZZZZZZZ

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