quinta-feira, 27 de novembro de 2014

AS CONTAS E O FAZ DE CONTA

Gentem, é muito simples. A Dilma pode até ter as melhores intenções, mas é péssima economista. Gasta mais do que arrecada. E os números não têm moral: não querem saber se o objetivo era manter o pleno emprego. Se uma conta não fecha, não fecha, por mais que se aprovem leis mudando as regras. Por isto não estou nem um pouco surpreso com a indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Resta saber se Dilma era mesmo sincera em sua condução da política econômica ou se só estava de olho nas eleições. Acredito mais na primeira hipótese, e desconfio muito que Lula - eternamente pragmático - tenha assumido discretamente o controle do segundo mandato de sua pupila, de olho em seu próprio terceiro mandato. A esquerda pode chorar à vontade e até dizer que foi enganada, ou que a presidenta está abrindo as pernas para os derrotados. Mas é só observarmos o que acontece na Argentina e na Venezuela, que adotam linhsa semelhante.s Não, não estou falando em bolivarização do Brasil, mas em inflação desvairada e PIB indo pro buraco. Estamos começando a escorregar na mesma rampa que nossos vizinhos. Os novos ministros têm a missão de inverter essa queda. Mas terão a audácia de aumentar os impostos? E continuar dando em troca esses serviços de merda que recebemos? E a presidenta, vai deixá-los trabalhar ou melará o meio de campo?

10 comentários:

  1. Mas e a Kássia Abreu??? Como explica isso?

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    1. A Katia Abreu não é nenhuma surpresa. Era amiga de Dilma, e Dilma NUNCA foi pró meio ambiente, esqueceram as propagandas dizendo que as propostas do meio ambiente da Marina botariam em risco o presal e o pac, deixando crianças sem leite e educação?. Quem quer votar pelo meio ambiente que votasse em Marina Silva ou Eduardo Jorge oras.

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    2. A Kátia Abreu é um tiro no pé, mas a luta entre agricultura e meio ambiente sempre foi pior para o lado verde. Não é privilégio de nenhum governo.
      A propaganda que falava que Marina iria diminuir a prioridade do pré-sal, prejudicando a educação, é esta: https://www.youtube.com/watch?v=NBRGsK9yPso. A propaganda terrorista da comida sumindo da mesa era relacionada ao Banco Central, não ao meio ambiente. (https://www.youtube.com/watch?v=s2g1ZZD1_sM).
      Em tempo: o desmatamento da Amazônia caiu 18% (http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/11/desmatamento-da-amazonia-legal-cai-18-em-um-ano-segundo-governo.html). Com Kátia, pode subir para um limite que não sobre mais floresta nenhuma.

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  2. Pelos pronunciamentos até agora, não vi nenhum problema. Ao contrário. Espero que as mudanças sejam efetivas e q o Mantega vá pro raio que lhe parta.

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  3. Não sei se ela é péssima economista... Aliás, é sim.
    Mas, a política deles não é simplesmente incompetente. É a política do imediatismo. Dê ao povo crédito e emprego, a qualquer custo, e tudo ficará bem. Aos que não têm crédito nem emprego, dê renda gratuita. Isso rende muitos e muitos votos... E os efeitos colaterais demoram de chegar... E quando chegam, os eleitores não conseguem conectar causas e consequências, e os Petistas saem impunes e reeleitos.
    Eles não vão querer corrigir o que lhes deu tantos votos. Se deu tantos votos é porque não está errado...está certo...
    É a velha história: investir em educação não dá votos. Fazer pontes e bolsa família dá muitos votos. Você vai dizer que é incompetência dos políticos optar por fazer pontes e bolsa família em detrimento da educação? claro que não... É incompetência achar uma fórmula mágica de ter votos abundantes durante 12 anos? claro que não...
    o emprego deles depende dessas decisões.
    vá gastar o dinheiro em educação e vc nunca mais será eleito...
    Corte assistencialismo barato e vc nunca mais será eleito...
    O PT quer ser reeleito(todos querem). E a fórmula deles pra isso é : 1+1=3. O povo acredita nesta fórmula. Então, ela vira a mais pura expressão da verdade e da competência.
    Vc vai querer que eu acredite que 1+1=2, se com 3 eu encho mais a barriga??

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    1. A questão do assistencialismo é interessante. Um candidato defendia que o assistencialismo surgiu com seu partido (o que é verdade) e que ele iria ampliá-lo e a-pri-mo-rá-lo (sempre falava assim, com pausas), outra candidata dizia que iria também ampliar o assistencialismo e dar até 13º para eles. Os dois diziam que ninguém era dono dos programas sociais e que as boas ideias deveriam ser preservadas, independente de quem estava no poder.
      Visando a presidência em 2018, Alckmin quer uma gestão focada no "povão" (http://goo.gl/cUgfyh).
      Sejamos coerentes: cortar o assistencialismo "barato" (e é barato mesmo, porque consome uma fatia ínfima do PIB) seria suicídio político para QUALQUER POLÍTICO, DE QUALQUER PARTIDO.
      Competente no Brasil será quem conciliar manutenção de emprego e assistencialismo com crescimento do PIB e controle da inflação. E quem conseguir empregar a melhor tática de descontrução rsrsrs.
      PS: A educação é problema de calamidade pública, mas o cenário do ensino superior (não estou falando de qualidade, rsrs) é reconfortante (http://goo.gl/HOceiV).

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  4. Tony Goes não resistiria a uma analise do manchetometro. Tá mais urubóloga que a Miriam Pig. Pelo menos os palpites dele sobre outros assuntos são mais coerentes.

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  5. Eu votei na Dilma justamente pela economia, área mais criticada do seu governo. Não me arrependo. O fato de ter mantido o desemprego em baixa e não ter ameaçado a estabilidade dos programas sociais, foi o que decidiu meu voto.
    Pela entrevista da nova trinca da Economia, o arrocho virá aos poucos, não em pacotes. E os programas sociais serão mantidos (admiro muito os da educação, como ProUni, Pronatec e Ciências sem Fronteiras), e os empregos deverão ser preservados na medida do possível.
    Levy, por ser indicado, desagradou muito a esquerda (falta pragmatismo na nossa esquerda!), e sua entrevista parece não ter agradado tanto a direita neoliberal, que desejava uma austeridade turbinada (e o fim do assistencialismo).
    No Brasil de hoje,a política econômica ideal é equilibrar os anseios mais caros à esquerda (manutenção de emprego e assistencialismo) e os anseios mais caros à direita (superávit, controle da inflação e crescimento do PIB).
    Esperemos!

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  6. votei na Dilma e nao fiquei insatisfeito com a equipe economica. Eleitor da Dilma, nao foca a especulacao financeira e sim o social. Quem deve estar contente com os ministros economicos sao os aecistas.. se soubessem das nomeacoes, teriam votado na Dilma rsrs.

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  7. Estou apaixonado pelo Joaquim Levy. Doutorado na Universidade de Chicago, 10 anos de FMI, judeu (entende dos paranauês). Ótima indicação!

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