quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SENHORES DO DESTINO


O terceiro e último filme que eu consegui ver no Festival do Rio era um dos que eu mais aguardava: "O Amor É Estranho", sobre um casal gay de idade avançada. Juntos há 40 anos, eles resolvem se casar no papel. Para quê, né? Um deles é professor de música num colégio católico, e é imediatamente despedido. Sem dinheiro para bancar as prestações do enorme apartamento onde moram, eles são obrigados a se separar por um tempo: um vai dividir o beliche com um sobrinho adolescente, o outro vai dormir no sofá na casa de um sobrinho adulto que dá festas todo dia. Uma situação pra lá de tensa para todos os envolvidos, mas que também serve para reafirmar um amor que já atingiu aquele estágio onde nada mais é capaz de derrubá-lo. Um dos roteiristas de "O Amor é Estranho" é o brasileiro Mauricio Zacharias, e não faltam referências ao nosso país. A direção de Ira Sachs tem muito de contemplativa, com a câmera parada sobre ruas de Nova York. Todos os atores estão bem, mas nenhum tem aquele momento histriônico que garante indicações ao Oscar. O filme como um todo, aliás, não é de maiores arroubos, mas uma meditação agridoce sobre a passagem da vida. Lindíssimo.

10 comentários:

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    1. No site IMDB diz que estreia no Brasil em 25 de dezembro.

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  2. Quero muito ver! Ontem.

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  3. Deve ser bom mesmo, mas que coisa, a vida é assim, cheia de reviravoltas, melhor seria vender o apto receber o que já pagou e os dois irem morar juntos em um apto menor.

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  4. Tony, vc assistiu Ela (Her)? Assisti esses dias e achei mara. Bela reflexão.

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    1. Sim, vi em fevereiro, quando passou nos cinemas.

      http://tonygoes.blogspot.com.br/2014/02/ela-eu-vivo-o-tempo-todo-pra-ela.html

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    2. Ô, Tony! Desculpe! Pulei este post. E aqui, nesse mundão do interior, filmes assim não passam. Mas, se quiser ver Tartarugas Ninjas em fevereiro de 2015, ja sabe onde ir.
      De qq jeito, achei o filme longo demais (como a maioria dos pretensos cults) e um pouco feio falar q mulher que gosta de falar demais (como no seu post à época). Meu boy, p.e., fala mais que o homem da cobra.

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