quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PERDIDO NA TRADUÇÃO

E aí você acha que esmerilha no francês, até o momento em que é confrontado com uma comédia contemporânea sem legendas. Olha, eu entendi bem a história de "Un Dîner d'Adieu" ("Um Jantar de Despedida", em tradução livre), mas confesso que perdi boa parte das piadas que faziam a plateia se esborrachar de rir. A peça é o novo megasucesso de Alexandre de la Patellière e Matthieu Delaporte, os autores de "Qual É o Nome do Bebê" - que também nasceu no teatro antes de se tornar um filme de enorme sucesso na França. Aqui, a história gira em torno de um casal burguês que quer se livrar de um amigo mala; este descobre as artimanhas da dupla e fica mais mala ainda. Os atores são todos fenomenais e o texto é um tiroteio verbal. Eric Elmosnino, que fez Serge Gainsbourg no cinema, tem um "bife" de dez minutos onde fica gaguejando e procurando as palavras certas depois de ser pego no flagra, um autêntico tour de force. Mas o espetáculo foi um substituto pobrezinho para "Kinship", com Isabelle Adjani e Carmen Maura. Eu já havia comprado ingressos para este quando recebi o aviso de que a estreia havia sido adiada, hélàs, provavelmente por causa do nervosismo de mlle. Adjani. Enfim, é sempre uma experiência luxuosa ir ao teatro em Paris. Mas antes da próxima vez eu talvez deva dar uma passadinha na Aliança Francesa.

3 comentários:

  1. O mio babbino caro
    Azamigas,me incluindo, não tem tido muito oque comentar nos post made in France... Volta logo!

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  2. Tony, se puder, vá ver How to became a parisian in one hour. Uma comédia engraçadíssima!

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  3. Desde criança - sou mais velho que você -, fui vidrado em línguas estrangeiras e prestava muita atenção aos diálogos e legendas dos filmes em inglês, francês, italiano e espanhol, as quais estudei e domino razoavelmente. Mas as línguas latinas têm palavras e construções muito longas e, quando os atores discutem - a relação, por exemplo -, disparam uma metralhadora impossivel de ser compreendida por brasileiros,
    que falam em ritmo do português dos idos tempos camonianos. Assim, não fique deprê.

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