terça-feira, 28 de outubro de 2014

JUVENTUDE REPRESENTADA

Há alguns aspectos engraçados nesse episódio do #JeanWyllysMeRepresenta que sacudiu o Twitter no dia de hoje. O primeiro deles é o próprio boato espalhado pela mídia gospel de que Jean seria o "representante da juventude" no segundo governo Dilma. Então ela divulgaria esse cargo importantíssimo antes mesmo de anunciar os próximos ministros da Fazenda ou da Casa Civil? E o Jean está bem conservado para quem já tem 40 anos, mas daí a representar a juventude?? Rysos. O outro aspecto que me faz rir é essa mania brasileira de declarar guerra pelo Twitter. Ganha quem subir mais nos trending topics! E, para variar, os fundamentalistas perderam. Foram eles que deflagraram o tuitaço #JeanWyllysNãoMeRepresenta, só para serem abatidos em pleno voo pelo hashtag oposto. O que isto prova? Que há mais tuiteiros liberais do que conservadores. Você não podia ir dormir sem saber!

8 comentários:

  1. Jean>>>>>>>>>>>>>>água de chuca>>>>>>>>>>>>>>>>>>> essas putas conservadoras

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  2. Tony, você me representa :)

    Brincadeiras à parte, gosto muito do seu modo de pensar, é coerente.

    Abraços,

    Felipe

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  3. Lembrando que quem começou com esse boato ridículo foi a fofa da Marisa Lobo, aquela querida que no mesmo ano perdeu o diploma de psicologia cristã e a eleição de deputada estadual pelo estado do Paraná! Deus é mas!

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  4. Eu sei que muitos vão me detonar e me chamar de conservador, mas o Jean não me representa. Ele é tão extremista em seu ativismo quanto os fundamentalistas.
    Lógico que eu apoio e quero o casamento igualitário e a criminalização da homofobia, mas acho que no nosso Brasil conservador as coisas têm que ser conquistadas aos poucos.
    Primeiro, criminalizar a homofobia, sem colocar mordaça na boca dos evangélicos.
    Segundo, regulamentar por lei a união civil (hoje só o STF reconhece) e daí conquistar o direito de herança, pensão, aposentadoria e benefícios de seguro, etc.
    Terceiro, colocar em pauta a adoção de crianças por casais homoafetivos.
    Um passo de cada vez. Assim foi com os negros. Da abolição da escravatura até as cotas raciais, foi um passo de cada vez. Querer passar um pacote irisado de leis pró-LGBT no Congresso - que será mais conservador na próxima Legislatura - é querer nadar e morrer na praia.

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    1. Nao me identifico com o Jean, mas por tudo o que ele fez e pela atenção que ele chamou para a causa, minha (nossa) consideração deve ser obrigatória. Se eu fosse do Rio ele sempre teria o meu voto.

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    2. Eu acho que a sua análise foca demais no Jean e nos movimentos pró-igualidade na hora de dizer de quem é a "culpa" do desandar dessa disputa entre evangélicos fundamentalistas contra defensores dos direitos dos gays. Você acha mesmo que os Felicianos da vida não se irritariam e se fariam de vítimas mesmo se o movimento gay procurasse obter conquistas "aos poucos"? Claro que não! Cada quinhão de direito que a gente reivindica eles reclamam e ainda apontam o dedo dizendo que nós queremos privilégios.
      Eu acho que o que se firmou agora é uma guerra ideológica também, mas vejo que isso dificilmente teria sido diferente, visto que os fundamentalistas não aceitam qualquer concessão de direitos para os homossexuais ( e mulheres e travestis). E o pior é que nem concessão seria! Pois se uma parcela da população ganha direitos que todo o resto já tinha, ninguém está perdendo, pois a sociedade está apenas se tornando mais justa. Enfim, todos só tem a ganhar.
      Em resumo, a polarização dessa disputa ideológica não é culpa do "extremismo" do movimento e nem do dep. Jean. Os evangélicos fundamentalistas é que escalaram esse conflito com suas acusações incendiárias e injustas. Resta saber se dessa peleja sai algo bom para toda a sociedade.

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    3. Anonimo das 15:31, ninguém disse que os Felicianos e Malafaias da vida se irritariam menos com direitos conquistados aos poucos ou aceitariam mansamente enquanto tentássemos essas conquistas. Até porque o que mais atrai votos de evangélicos é se posicionar contra os homossexuais.
      Eu disse e repito que seria mais fácil conquistarmos esses direitos aos poucos.
      Se considerarmos as mulheres, os negros, os índios, os quilombolas, podemos ver que é histórico que esses grupos não conquistaram pacotes de direitos de uma vez só. O caso fica mais nebuloso quando notamos que mulheres e negros são grupos que estão longe de ser minorias e, mesmo assim, tiveram conquistas graduais. Querer um pacotão - sem trocadilhos - é certeza de nadar e morrer na praia.
      O pacotão de leis pró-LGBT atrai propaganda negativa para nossa causa, porque possibilita uma proliferação absurda de boatos, como a famosa ditadura gay. E o ativismo do Jean atrai esse holofote, positivo porque toca na ferida e negativo porque é extremista sim.
      Eu respeito o Jean, mas ele não me representa. Se entre nós homossexuais ele não é e nunca será unânime, imagina entre os Outros.

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  5. Nossa Tony Goes, que coisa estranha, o pessoal trata conservadores como a maior falta de respeito, como se conservadores fossem redutivos aos liberais.
    Mas o que ninguém diz é que tem sim por exemplo homossexuais conservadores, ninguém adiciona o termo "Fundamentalistas" junto a Conservadores reacionários.

    Não existe problema nenhum ser conservador e isso é uma deturpação da mídia, saiba definir as coisas.

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