terça-feira, 14 de outubro de 2014

DESENHO EM CARNE E OSSO


O primeiro longa-metragem em "live action" de Sylvain Chomet é tudo aquilo que se espera de um diretor que fez carreira na animação: "Attila Marcel" parece um desenho animado com atores de carne e osso. As cores fortes, as atuações um tom acima, o uso da música e até a presença de um cachorro gigantesco fazem lembrar "As Bicicletas de Belleville" e "O Ilusionista", duas obras-primas que foram indicadas ao Oscar. Aqui o resultado não atinge esse mesmo patamar, mas o filme é agradável. E cheio de boas ideias, como uma luta-livre num ringue entre marido e mulher. O protagonista é um pianista mudo criado pelas tias solteironas, que não se lembre da morte dos pais (o título do filme é o nome do pai, um famoso lutador). Com a ajuda de uma vizinha excêntrica, o rapaz consegue reconstituir o que de fato aconteceu. Mas tudo isso em meio a números musicais bizarros e um clima de alegre ironia no ar, apesar de alguns momentos mais sombrios. "Attila Marcel" ficaria ainda melhor se perdesse uns vinte minutos, mas tem muitos encantos.

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