segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O AMOR E SEU DUPLO

É muito comum que alguém só namore pessoas parecidas entre si. Seja porque gostam do mesmo tipo físico, seja porque querem repor um amor que se perdeu. A protagonista de "Uma Segunda Chance para Amar" se encaixa nesta segunda categoria, e de maneira quase patológica. Ela conhece um sósia perfeito do marido que morreu, e se envolve com ele sem lhe contar da mórbida semelhança. Claro que o problema só vai aumentando, até um desenlace que não chega a ser satisfatório. O filme ganhou um título super óbvio no Brasil, que não faz jus à sutileza do diretor e roteirista Arie Posin. Com takes rápidos e música delicada, ele consegue criar uma atmosfera que mistura encanto e opressão em doses iguais. Annette Benning, para variar, consegue registrar cada nuance de uma personagem pouco crível. E é muito aflitivo ver Robin Williams, em seu primeiro filme lançado após sua morte, entrar em cena já falando que foi ao cemitério. "Uma Segunda Chance para Amar" é um filme adulto e levemente amargo, e já está dividindo seus espectadores. Conheço gente que odiou. Eu gostei.

Um comentário:

  1. Tony, tô adorando os debates eleitorais da bibas em seu blog.

    Você viu esse vídeo da Liga LGBT?

    http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/2014/09/1519783-liga-lgbt-pede-menos-felicianos-e-mais-direitos-humanos.shtml

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