terça-feira, 5 de agosto de 2014

MULHERES NA MIRA

Pelo menos doze mulheres precisaram ser mortas sem razão aparente por motoqueiros misteriosos para que a polícia de Goiânia começasse a achar que talvez, quem sabe, pode ser que haja um serial killer à solta na cidade. Há relatos de que o número de vítimas é ainda maior: o fato é que só depois do assassinato de uma garota de 14 anos no último final de semana que resolveram "reforçar" as investigações. Este descaso mostra como o machismo ainda está arraigado entre nós. A tendência da polícia é achar que alguma coisa as vítimas aprontaram para serem baleadas no meio da rua, e que portanto os casos não tinham ligação. Mas vem cá - DOZE mulheres desde janeiro, mortas sem que o assassino roubasse nada? É verdade que, segundo a perícia e algumas testemunhas, as armas e as motos usadas para os crimes são diferentes. Mas a lentidão do poder público é imperdoável. Agora há um clima de pânico instaurado em Goiânia, e com razão. Uma vida feminina vale menos que uma masculina, muito menos. E a mulherada vem sofrendo ataques por todos os lados, haja vista a bancada evangélica querendo proibir o aborto em casos de estupro. Bem que uma amiga me alertou: a causa LGBT está avançando mais rápido que a feminista. Afinal, tem muito homem gay.

13 comentários:

  1. Discordo de sua amiga. Ou alguém aqui acha que a vida de um travesti vale alguma coisa pras autoridades e imensa maioria da sociedade?

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    1. Dos travestis, não. Mas para os homens gays brancos e da classe média para cima, a coisa melhorou muito.

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    2. Qualquer pessoa com dinheiro,inclusive gays,é sempre melhor tratada.

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  2. Por outro lado, esta semana mesmo um casal de rapazes foi espancado em um restaurante da Augusta por ter trocado um selinho - está em todos os jornais.

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  3. Tony, não insista. As bichas ainda são as mais coitadinhas.

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  4. O mio babbino caro
    Na real não há tantos gays assim.

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    1. Anônimo, então quantos gays existem? Não quero que seja as estimativas recentes que falam que somos poucos entre 3% a 8%. Queria que a estimativa fosse a dos 10% até 20%, e além dessa dos "exclusivamente" gays sendo de até 20% queria que todos homens fossem abertos a ter pelo menos um sexo com outro homem na vida mesmo sendo só ativos : )

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  5. Não vejo as bichas nem as mulheres como coitadinhos. Meu ponto aqui é que não concordo que as mulheres estejam atrás dos LGBT em questão de "avanço de causa". Há casos e casos. Com todo o respeito ao Tony - e tenho bastante - achei a generalização simplista. E na minha opinião, a desídia da polícia nesse caso de GYN não decorre de machismo, mas de incompetência pura e simples.

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    1. Nelson, o problema do seu discurso, assim como o problema de várias outras pessoas, é não entender que as opiniões não vêm num "kit". Você pode ser liberal economicamente e concordar que existe, sim, uma marginalização da mulher e dos LGBTs. A diferença ideológica está na justificativa para essa marginalização. Os socialistas vão dizer que é tudo fruto do capital e vão utilizar de instrumentos de expansão do socialismo cultural (vide manipulação dos movimentos sociais) para estabelecerem sua ideologia. Pode-se, contudo, ser liberal e justamente diante de uma situação de desigualdade entre grupos, lutar por uma igualdade entre eles, especialmente perante a Justiça e os outros poderes (no caso da polícia, o Executivo). Pense nisso. Não é por não ser socialista que você tem que repetir, nas entrelinhas, o discurso do Olavo de Carvalho.

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    2. Desculpe, mas soa como soberba você achar que pode dizer qual o "problema" com minha opinião. Me parece que único problema de minha opinião é não coincidir com a sua. Em nenhum momento neguei a existência de qualquer desigualdade, tampouco desfiz das necessárias lutas por reconhecimento - frisei, inclusive, o descaso geral com os travestis. Apenas observei que EU não vi necessariamente machismo nessa situação específica de Goiânia. Só isso. Ah, e embora o conheça, não leio nem vejo os vídeos de Olavo de Carvalho. ;)

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    3. João, hoje eu não concordo com você. A ação e a eficiência da polícia são alvos de críticas da sociedade, de políticos e da imprensa. Por isso, mostrar bons resultados em seu trabalho deve ser tudo que os comandos de polícia sonham toda noite. E deixar passar um filé-mignon de oportunidade de se mostrar com grande fodeza como nesse caso, só pode ser por pura incompetência, incapacidade e cegueira mental.

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  6. Francisco Almeida6 de agosto de 2014 03:23

    João, o que? Você tentou tanto desmerecer o discurso do Nelson que you just travelled in the little potato.

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  7. Mas que eu saiba o número de mortes já está em 15 e uma delas é de um homem. Também acho que o fator principal é a incompetência e ineficiência da polícia, ainda que haja um pouco de sexismo em jogo.

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