quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CONGESTIONAMENTO CABOCLO

Ainda não sabemos fazer uma cerimônia de entrega de prêmios decente. Claro que o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro seria diferente se houvesse mais patrocínio e interesse das TVs abertas - há anos que a festa é transmitida apenas pelo Canal Brasil. Sem muito orçamento, a produção é inevitavelmente modesta. Mas nada disso justifica o erro crasso cometido pelos organizadores ontem à noite. De quem foi a ideia de jerico de anunciar várias categorias de uma só vez? Os nomes dos indicados saem todos embolados, e o pobre espectador é obrigado a assistir a vários discursos de agradecimento de enfiada, sem saber quem é quem e o que ganhou. Um simples gerador de caracteres já ajudaria, mas nem isso tinha. O casal Caio Blat e Maria Ribeiro até que se esforçou para recriar cenas do clássico "Todas as Mulheres do Mundo" e homenagear o grande Domingos de Oliveira. Pelo menos o melhor filme, na minha opinião, foi o grande vencedor da noite: "Faroeste Caboclo" levou sete troféus, derrotando o superestimado "O Som ao Redor". Agora, por que a premiação só acontece em agosto, oito meses depois do final do ano pelo qual os filmes estão concorrendo? Desse jeito não se influencia sequer as vendas em DVD. Vou mudar tudo isto quando eu for o presidente da Academia.

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