segunda-feira, 16 de junho de 2014

VERMELHO DE VERGONHA

O caso de amor entre a França e o Brasil começou no século 16, quando eles tentaram se estabelecer por aqui. É sobre a França Antártica, a colônia que Villegaignon tentou fundar onde hoje é o Rio de Janeiro, que versa "Vermelho Brasil", uma minissérie para a TV baseada no best-seller do mesmo nome que chega aqui em forma de filme. Temos uma enorme carência de obras de ficção sobre o período colonial, mas essa co-produção entre França, Brasil, Portugal e Canadá não faria a menor falta se não existisse. Pode ter custado milhões, mas o que se vê na tela é uma dúzia de soldados mal-ajambrados e olhe lá. As índias tupinambás fazem uma "dança da fertilidade" que parece ter sido coreografada para o cabaré Crazy Horse. Todos os atores falam inglês com sotaque, numa tentativa de conquistar o mercado internacional que acaba afastando o mercado local. Para piorar, os protagonistas são um casal de irmãos envolvidos numa trama tão descabelada que seria indigna do Walcyr Carrasco. É uma pena, porque esse período merecia uma abordagem mais sensível- afinal, hoje poderíamos todos estar falando francês. Mas esse esse filme é um vexame.

4 comentários:

  1. Gente, que pobrinho...

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  2. Se fosse roteiro do W. Carrasco pode ter certeza que teria até torta na cara... Já tivemos uma série de Maria Adelaide Amaral (A Muralha, 2000) que representava esse período dignamente.

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  3. Uma pena, pois o livro homônimo é excelente.

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  4. Estranho... A versão que vi na TV5 era falada em francês. Achei bem interessante.

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