quinta-feira, 5 de junho de 2014

DUE AMICI


Adoro Fellini, e fui ver "Que Estranho Chamar-se Federico" achando que se tratava de um documentário sobre o maestro desde um ponto de vista muito pessoal: seu amigo, o também diretor italiano Ettore Scola. De fato, o filme tem algumas surpresinhas e algum material inédito (para mim). Só que, lá pelas tantas, o foco desvia de Fellini para o próprio Scola. Os dois se conheceram quando trabalharam juntos num jornal satírico entre os anos 40 e 50, mas não foi para ver os apuros do jovem Ettore que eu paguei ingresso. Scola é o autor de obras-primas como "O Baile", "Casanova e a Revolução", "Um Dia Muito Especial" e um dos meus filmes favoritos evah, "Feios, Sujos e Malvados". Só que não está no patamar sublime que Fellini alcançou. De qualquer forma, "Que Estranho Chamar-se..." (uma citação de outro Federico, o García Lorca) tem seu interesse para quem gosta do assunto, dramatizando cenas da juventude de Fellini ou mostrando seu funeral. Só não é o documentário definitivo que ele merece.

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