domingo, 4 de maio de 2014

PARTE DA PAISAGEM

Pela quarta vez (não-consecutiva), assisti à parada gay de São Paulo do terraço de um amigo que mora bem na esquina da Paulista com a Consolação. Este ano os carros vieram tão homogêneos que era difícil distingui-los uns dos outros: todos com a bandeira oficial do evento, e nada de entidades como o sindicato dos enfermeiros. E também quase nada de celebridades: faltaram não só uma Daniela Mercury, a estrela do ano passado, como também políticos habitués como Marta Suplicy e Jean Willys. Pelo menos Salete Campari compareceu com seu carro, e o Netflix veio promover a segunda temporada de "Orange is the New Black" com a presença de uma das atrizes, a ultra-butch Lea De Laria. A falta de novidades foi mais do que compensada pelo povo: a Paulista mais uma vez submergiu sob um mar de gente, se bem com menos tipos bizarros do que em outras edições. Isto talvez seja um bom sinal. A Parada se incorporou à rotina da cidade, e acho que não há mais a necessidade de transigir a qualquer custo. Faz parte.

8 comentários:

  1. O Jean Willys estava. Ele postou fotos no Twitter

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  2. Acho que dessa vez o público veio em menor peso do que nas edições passadas, devido a alteração da data. Não sei quanto aos paulistanos que são maioria no evento, mas o restante dos brasileiros como eu só ficou sabendo de sua realização uma semana antes, em média. Pelo menos assim os organizadores vão cair finalmente em si e parar de querer engrandecer o evento pela quantidade de gente, e então, comecem a fazer mais pelo propósito.

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  3. O Jean estava lá. Com a faixa pela PEC.

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    1. Algumas pessoas me disseram que o viram desfilando no chão. De onde eu estava eu não vi...

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    2. "do camarote quase não dá pra te ver..."

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  4. Parece que havia menos gente esse ano.Muitos gays nao quiseram ir,mas isso so nos enfraquece ante os adversarios.Ruim com a Parada,pior sem ela.

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  5. O mio babbino caro
    Todo mundo sabe que a Parada é sempre legal e essencial. O resto é gira$$$$$$$$ol e contradição.

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  6. Jean Divo Willys estava sim, mas preferiu o chão a fim de se mostrar mais atento às políticas inerentes aos GLBTT em detrimento aos holofotes.

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