quarta-feira, 5 de março de 2014

VOAR VOAR, SUBIR SUBIR


"Vidas ao Vento" fez a maior bilheteria do Japão no ano passado, foi indicado ao Oscar de melhor longa em animação e vem sendo saudado no mundo inteiro como uma obra-prima. O filme é mesmo um deslumbre de se ver, mas eu tive dificuldade em me conectar emocionalmente a ele. O diretor Hayao Myiazaki garante que este é seu último trabalho, desenhado à mão e maravilhosamente detalhado como todos os outros. Mas a história real do engenheiro Jiro Horikoshi, que sonhava em voar quando criança e acabou desenvolvendo o Zero, o mortífero caça japonês usado na 2a. Guerra Mundial, talvez seja um pouco oriental demais para o meu entendimento. Apesar das lindas cores e dos traços engraçados dos personagens, "Vidas ao Vento" não é para crianças. Tem cenas fortes de terremoto e bombardeios, e uma morte por tuberculose que é lírica e trágica ao mesmo tempo. Há muitas sequências oníricas, mas também muitas outras onde detalhes de projetos aeronáuticos são discutidos entre cálculos e pranchetas. A beleza das imagens e da música é avassaladora, e é sempre instrutivo saber como foi a guerra do lado de lá. Mas o nó na garganta que eu esperava não me veio. Acho que não tenho o chip.

4 comentários:

  1. Huahahahah.... ACHO QUE NÃO TENHO O CHIP.... Huaahaahahahah.... Tony vc não presta mas eu te amo #amorbandido.

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  2. Tony, o Miyazaki se aposentou umas três vezes já, não acho q vá durar muito.

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  3. Ué, você também curte animação?
    Achei que vc curtia só filmes cabeça...
    Você faria roteiro pra um filme de animação tb?

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  4. Gostei, gostaria de ver, e desenhos feito a mão, obra de arte mesmo, neste mundo tão cheio de recursos tecnológicos.

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