quinta-feira, 27 de março de 2014

FUMAÇA VERDE

Terminei ontem de ver "Breaking Bad". Fizemos uma maratona não-planejada com os três últimos episódios, eu cada vez mais preocupado com o avançado da hora - mas simplesmente não conseguíamos parar de ver. E é mesmo tudo isto que dizem, ou seja, a melhor série dramática de todos os tempos. Nunca fui muito dos dramas na TV: sempre preferi as sitcoms. Mas a saga de Walter White me pegou porque é um novelão, um folhetim dos tempos que correm, além de ser quase perfeita em todos os quesitos. Roteiro, atores, direção, decupagem... Os ângulos em que colocam a câmera, um mais inacreditável do que o outro! E sempre um quadro limpo, imediatamente legível. Sem falar que é uma fábula moral, um estudo da capacidade humana para o mal, uma ópera seca como o ar do Novo México. Como muita gente, eu cheguei tarde ao programa. E como alguns, tive uma certa dificuldade em atravessar os primeiros capítulos. A história do professor de química com câncer terminal que resolve fabricar crystal meth para sustentar a família me pareceu sombria demais. Mas antes do final da primeira temporada eu já estava mais adicto que o Jesse. "Breaking Bad" é a grande obra prima da TV atual, maior até que "Game of Thrones". Deixe-se viciar.

16 comentários:

  1. Nunca vi uma série (drama ou comédia) com tantos personagens incríveis e inesquecíveis. O nível do elenco é absurdo, o do roteiro idem. Realmente a melhor série de todos os tempos. Tenho visto outras coisas muito boas (recomendo "Wallander", com o maravilhoso Kenneth Branagh, e "Top of the Lake", Tony), mas por mais excelentes que sejam não conseguem ter a perfeição de BB.

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  2. Bem vindo a 2013! :-)

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  3. Melhor que The Sopranos? JAMAIS!

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  4. É excelente mesmo, coloco no mesmo patamar que SIx Feet Under e Sopranos. Comecei a assistir Shameless esse ano, outra vibe, mas tô amando.

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  5. Agora que vc aprovou com certesa vai bombar mais do que nunca. Os produtores estavam esperando seu aval.

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    1. Ai que burro. Nota zero pra ele. Mas até que ele tem razão.

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    2. Melhor série do mundo yada yada yada zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
      Só ganhando $ pra escrever/ler essas besteiras "culturais".

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    3. HAHAHAHA

      Esse deve ser da página "Ajuda Luciano".

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  6. True Detective também é sensacional! Já viu Tony? Bjs

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  7. Eu já tô viciado... pena que já tá acabando... tô na quinta temporada. O final da quarta é qualquer coisa... hehehheheh

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    1. O auge foi a pausa de vários meses no meio da quinta temporada aqui nos Estados Unidos. Deixou todo mundo ansioso e querendo que voltasse logo.

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  8. Meus momentos favoritos são aqueles em que o Walter se vê forçado a escolher entre os princípios éticos que nortearam toda a sua vida e as atitudes, pra lá de questionáveis, que podem salvá-lo da morte ou da cadeia. Nessas situações-limite é que o Bryan Cranston dá um show. Como naquela cena em que ele quase salva a namorada do Jesse, que está se afogando em vômito, e então desiste no último instante: dá pra ver todo o conflito estampado na cara do personagem que precisa calar seu lado "homem de bem" e "pai de família" em troca de uma sobrevida, uns dias mais de liberdade e grana no bolso. Não há dúvida de que essa é uma série para adultos.

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  9. Bicha Reclamona Leitora do B.log28 de março de 2014 23:17

    Tb acho fodástica e olha que hj não toh reclamando de nada hein!

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  10. Também achei espetacular, Tony! Vi em ritmo contínuo e acelerado por dois motivos: para atender ao estipulado para o Seminário do Mckee e porque me viciei mesmo! hehe ;) E havendo o box com todas as temporadas diante de nossas possibilidades, fica sempre aquela tentação persuasiva de “como não ver agora depois desse ponto de virada?”... Não é? O que mais me impressionou, conceitualmente, foi constatar a corporificação possível da fera no homem; como você bem colocou, “a capacidade humana para o mal”. Afinal, se o boa-gente do Walter White, professor certinho, ser humano convencional e previsivelmente ético pode chegar àqueles extremos, quem mais não poderá? Acho, como você, que a vertente geral do roteiro é uma fábula moral, uma versão atual da premissa de “Homem lobo do homem”, de Plauto e Hobbes.
    Quanto à estética e a demais aspectos estruturais do produto audiovisual, é bom ter a sua leitura, sempre tão acurada; alivia-me, na verdade, pois eu também gostei muito de tudo, e de fato não saberia dizer se estava sendo tendenciosa como espectadora, sem a distância fria de uma análise. Você também falou de um ponto que, creio, talvez eu não conseguisse ressaltar com tal precisão, mas que é fundamental ao clima de suspense e poder de sedução junto ao telespectador: os ângulos extraordinários de colocação da câmera! Enfim, abordagens espetaculares e dignas de nota e público mesmo! :)

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