terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SANDY, JUNIOR & SENIOR

Um filho transtornado atormenta o próprio pai. Em linhas pra lá de gerais, esta é a trama de "Quando Eu Era Vivo": um filme que podia ter estreado em qualquer época do ano, mas chegou às telas justo na semana do assassinato de Eduardo Coutinho. A tragédia deste domingo ficou na minha cabeça o tempo todo enquanto eu via a história de Junior (o sempre ótimo Marat Descartes), que volta para a casa do pai Senior (Antonio Fagundes) em busca de segredos da mãe morta e do irmão internado. E nisto tudo ele conta com a ajuda da inquilina do pai, uma estudante de música feita por ninguém menos do que Sandy - um papel para ela só menos bizarro que o de Bruna Surfistinha. Aliás, o filme todo é esquistíssimo. O diretor Marco Dutra consegue evocar o horror dos distúrbios mentais, numa chave a anos-luz de distância do sangrento cinema americano do gênero. "Quando Eu Era Vivo" não é para qualquer gosto, mas tem lá seu interesse. Pena que foi lançado numa semana em que os demônios parecem estar à solta.

3 comentários:

  1. Pelo que tenho visto o filme chama mesmo a atenção. Bom, irei hoje vê-lo, prestigiar um dos únicos filmes brasileiros de suspense/terror.

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  2. O título me lembra do trash "Eu sei quem me matou" pelo qual a Lindsay Lohan ganhou duas indicações do Framboesa de Ouro (e ganhou as DUAS empatando com ela mesma).

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  3. Je suis desolé avec POP5 de fevereiro de 2014 23:22

    A Sandy pode fazer até a Odete Roitmann de Vale Tudo que vai ser sempre CHATA CHATA CHATA

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