sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CHUPA, UGANDA

A governadora Jan Brewer vetou a lei que permitiria ao comércio do Arizona discriminar clientes gays com base em preceitos religiosos. A grita foi ensurdecedora, e como sempre o dinheiro gritou mais alto: até o SuperBowl ameaçou não ser realizado naquele estado no ano que vem. Tomara que as pressões econômicas também prevaleçam em Uganda. Muitos países europeus já suspenderam sua ajuda ao país africano (que nem é dos mais pobres), e o Banco Mundial negou ontem um empréstimo de 90 milhões de dólares. O presidente Museveni pareceu titubear há alguns dias, quando disse que só assinaria a nova lei antigay se a ciência comprovasse que a homossexualidade é uma escolha. Imediatamente um grupo de renomadíssimos cientistas de Uganda produziu uma extensa pesquisa que prova, por A + B, que os gays escolhem ser gays naquele país só pela honra de ter seus nomes estampados nos tablóides sensacionalistas e depois serem perseguidos com tochas e ancinhos. Agora Uganda reclama de interferência cultural, desrespeito à soberania e até racismo, mas pau no cu deles. Toda medida que criminalize a viadagem precisa ser repudiada com veemência. Agora, a pergunta q. n. q. c.: por que só Uganda? Cadê as sanções a países como o badalado Qatar, que também prendem e matam seus homossexuais?

13 comentários:

  1. talvez o caso de Uganda (e da Rússia) seja mais chocante porque trata-se de legislação nova, aprovada em pleno ano de 2014. Não que seja aceitável, mas acredito que os países islâmicos tenham desde sempre a tradição da homofobia.

    em todo caso, de agora em diante quando alguém me vier com um comentário homofóbico ou tentar defender medidas para "proteção da família" eu sei o que fazer: vou sugerir que a pessoa se mude para Uganda, já que lá é uma sociedade de acordo com estes "valores".

    Está então lançada a campanha: "VAI PRA UGANDA". Sugestões mil de quem poderia embarcar já no primeiro (e muito comemorativo) vôo...

    ivan

    ResponderExcluir
  2. Mio Babbino caro,
    Por que vc e alguns amigos seus (incluindo o Zeca) muitas vezes não só fazem turismo como também recomendam viajar para países homofóbicos? Acho que uma forma de boicotar esses países é deixar de levar dinheiro de turismo pra eles!

    ResponderExcluir
  3. Uganda é que ta na moda, principalmente para abafar as leis anti=gays na Russia em plenas olimpíadas de inverno...
    muito triste isso...

    ResponderExcluir
  4. O mio babbino caro
    Uganda é um país maioritariamente cristão, em que 83,9% da população segue esta doutrina.(W)
    ET e todos os santos, valei-nos
    Livrai-nos desse tempo escuro (GG)
    Os homofóbicos aplaudem. É essa a humanidade, a mesma que a pouco mais de cem anos vendia seres humanos. Toca esperar mais 400 anos para essa tragédia findar. Até lá, haverá a humanidade. Lágrimas e vergonha.

    ResponderExcluir
  5. Qatar? Ate um gay mataria outro gay por causa de petroleo!

    ResponderExcluir
  6. Uganda eita lugarzinho FU!!!! Só podia ser um paiseco desses que já foi governado pelo maluco e desequilibrado Idi Amin Dada .Lá como os outros países na forma de agir como na idade das pedras são aberrações mesmo de truculência.

    ResponderExcluir
  7. Sobre viajar em países homofóbicos: não conheço Uganda, mas já estive em diversos países onde a legislação é comparável, incluindo países vizinhos deles.

    Não acho que o boicote (turístico) seja a resposta, até porque se vamos levar isso ao pé da letra então vamos acabar vivendo nossas vidas inteiras em Floripa mesmo.

    (onde aliás houve um carnaval em que um amigo sofreu um ataque homofóbico violento, e apanhou muito).

    Tem que ir para Uganda sim, e para todos estes outros países que tem coisas para se ver, e mostrar para eles que casais do mesmo sexo existem e isso não é o fim do mundo.

    Tony, lembro que uma vez vc viajou para a Namíbia. É um país "daqueles", mas fazer o quê? Vale mesmo a pena deixar de conhecer apenas porque você não tem poder de mudar a legislação deles?

    E nestes lugares você sempre acaba conhecendo alguém que quer saber como é a nossa vida aqui no Brasil, e acaba dando inspiração para que eles continuem a luta de lá. Isso já me aconteceu algumas vezes (principalmente em países islâmicos). Acho que esta experiência vale muito mais do que apenas se omitir em sinal de protesto.

    ivan

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Estive na Namíbia em 2011 e, um ano depois, em Belize - um dos poucos países das Américas que criminalizam a homossexualidade.

      Mas admito que não fiz nada para melhorar as conidções de vida das populações LGBT locais...

      Excluir
  8. Ninguém viaja de férias para resolve problemas dos outros países. Mas o fato de estar lá com seu marido já é uma grande coisa. As pessoas de lá estão vendo que a vida não precisa ser daquele jeito. Sem dúvida uma contribuição modesta, mas é melhor do que simplesmente deixar de ir. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ivan eu acho que as pessoas que tiveram contato com o Tony em Belize acharam que o Oscar era só um amigo dele rs. Afinal pelo que ele disse na época num post, o país não permite nem que os gays entrem lá, então vejo que seria perigoso demonstrar que ele estava numa relação íntima com um homem. Foi assim Tony?

      Excluir
  9. Alguém sabe se é verdade a história de que um gay foi queimado vivo em Uganda?

    ResponderExcluir
  10. Na verdade cadê a sanção aos 76 países que criminalizam a homossexualidade né. Na verdade rolam muitos outros interesses para se haja alguma intervenção, então, se não houverem outros motivos relevantes as nações desenvolvidas fingem que não veem. Ou seja, é tudo mais por força do momento, afinal por hora só se fala de Uganda, Nigéria e principalmente Rússia.

    ResponderExcluir