domingo, 16 de fevereiro de 2014

ARTE QUE NÃO VALE A PENA

"Caçadores de Obras-Primas" estava posicionado para ser um dos grandes concorrentes aos próximos Oscars. Elenco estreladíssimo, dirigido por um ator venerado em Hollywood e com lançamento previsto para o Natal do ano passado. Que acabou sendo adiado na última hora, e por uma ótima razão: o filme é ruim. Não faria muito sentido gastar uma fortuna numa campanha de marketing para sensibilizar os membros da Academia. Assim ele acabou estreando em fevereiro, tanto lá como cá, e nem agora é digno de muita atenção. O livro que George Clooney adaptou para o cinema conta a história real de um grupo de curadores de museus e especialistas em artes plásticas que se "embedou" às tropas aliadas que expulsavam os nazistas da Franca a parti de 1943, com o nobre intuito de resgatar as milhares de obras de arte saqueadas pelo invasor. Mas o roteiro não só não tem suspense nem bons personagens como também não se decide se é uma comédia à la "11 Homens e um Segredo" ou um drama pesado sobre o horror da guerra. Com papéis tão mal escritos, nenhum ator está particularmente bem - a exceção que confirma a regra é Cate Blanchett, falando inglês com o sotaque exato com que uma francesa falaria. Pelo menos a mensagem central é passada: a arte vale, sim, algumas vidas, pois conta a história e dá a identidade a um povo. Mas isto poderia ser resumido numa apresentação em power point. "Caçadores de Obras-Primas" é cinemão convencional sem ser clássico, com direção pesada e nenhum momento memorável. Não chega a ser horrível, mas, com tanta coisa boa em cartaz, simplesmente não vale a pena.

2 comentários:

  1. Ah, vc está sendo bondoso com o filme...Vi ontem e achei um lixo, 2 horas perdidas do meu precioso tempo que nunca mais retornarão...#totalflop.

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  2. Acho que deve ser interessante, e deve ter muita fortuna escondida por aí, e muitos descendentes dos que roubaram aqui no Brasil, fora as contas abarrotadas por aí sem destino!!!!!

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