quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TATUAGENS QUE CHORAM


"Alabama Monroe", o candidato da Bélgica ao Oscar de filme estrangeiro, é um puta filme. Mas não posso recomendá-lo sem restrições: aposto que muita gente vai odiar, pois a carga de sofrimento que aparece na tela é devastadora. O trailer americano não só esconde a origem europeia do filme - reparou que não há um único diálogo em flamengo? - como dá a sensação de que se trata de uma divertida história de amor entre dois cantores de música country. É justamente essa paixão que o casal de protagonistas tem pelo americaníssimo gênero do bluegrass que me pareceu ter agradado tanto à Academia de Hollywood. Dois anos atrás, o filme francês "A Guerra Está Declarada" trazia uma temática semelhante (casal luta contra o câncer do filho pequeno) e passou batido pelo Oscar. Mas acontece que "Alabama Monroe" vai muito além do mero nós-contra-a-doença. O roteiro foi adaptado de uma peça teatral de Johan Heldebergh, também o ator principal, e questiona a existência de Deus, a justiça no mundo, o sentido da vida e por aí vai. O que sobra depois de tantas lágrimas é a existência do amor. Não quero ter em DVD nem nunca mais ver de novo, mas adorei. Vai quem tiver coragem.

7 comentários:

  1. essa música insuportável, já me fez decidir a não assistir.

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    1. Que insensível! Assisti ao filme e estou inebriado com bluegrass.

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  2. uau, q trailer lindo, bem editado, como aqueles momentos de calmaria e beleza antes de uma tempestade

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  3. Filme maravilhoso. Mas concordo com vc, Tony, é como Depois de Lucia, assista uma vez pra nunca mais.

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  4. Off- vc sabia que o pai do Robert de Niro era gay? http://igay.ig.com.br/2014-01-22/robert-de-niro-fala-da-homossexualidade-do-pai-em-documentario.html

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    1. Tony, faça um post sobre isso, please! Afinal se trata de um dos melhores atores do mundo, símbolo do macho americano...

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