terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO

Uma pequena vitória: Yoweri Museveni, o presidente de Uganda, vetou a lei que criminalizava a homossexualidade em seu país e que já estava aprovada pelo Congresso. Sem dúvida nenhuma, ele cedeu à pressão internacional. Museveni já havia se declarado antigay em diversas ocasiões, mas dessa vez se saiu com a desculpa de que só assinará a tal da lei se a ciência provar de uma vez por todas que a homossexualidade não tem causas genéticas. Acontece que Uganda é fácil de se pressionar. O país é pequeno, desimportante e, apesar de lindo e fértil, depende da ajuda internacional (sem falar que vizinhos como o Sudão do Sul e a República Centro-Africana estão em plena guerra civil, que pode ultrapassar suas fronteiras a qualquer momento). A Nigéria, onde os chicoteamentos de gays já começaram, é outra categoria. O país mais populoso da África (ou seja, um imenso mercado potencial) também é riquíssimo em petróleo. Ninguém quer irritar seus dirigentes. Mas a reviravolta em Uganda prova que a opinião pública internacional tem poder.

11 comentários:

  1. Sei não... uma das coisas que mais mudou no mundo foi a tolerância e vista grossa a mercados potenciais.
    Tenho a impressão de que se existisse hoje, o apartheid não baniria a Africa do Sul do mundo Olímpico.

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  2. Boa notícia mesmo. Mas enquanto isso a Índia (com seus mais de 1 bilhão de habitantes) reativou a lei dos "atos anti-naturais" extinta há apenas 4 anos, e não tem nenhuma perspectiva de reverter essa desgraça. Que sirva para nos lembrar que todas as nossas conquistas podem ser perdidas, e que sempre haverá um Infeliciânus tentando nos puxar de volta para a idade média.

    ivan

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  3. E o nosso governeco daqui ainda apoia ditadores como este e a ditaduras mundo a fora com gasto do meu do seu do nosso suado dinheiro público arrecadado todos os anos em obras, enquanto aqui nada funciona!!!!!

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    1. À parte eventuais verdades existentes no seu comentário, você pelo menos leu e entendeu o post?

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    2. Concordo com vc, o PT insiste em apoiar e ajudar com nosso dinheiro (dinheiro público) ditaduras sem nenhum tipo de direitos humanos!

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  4. Um colega do meu curso mandou a pérola de que não se pode generalizar a África. Marrocos não é Mali. Que ele trabalha para a GIZ (um agência de desenvolvimento alemã) em Adis Abeba e blá blá blá. Respondi dizendo que, tirando a África do Sul, queria ver um desses lindos e loiros trocar a vida na Alemanha por uma vida (e salário!) definitivos em qualquer país da África, inclusive Marrocos.

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  5. Pode até ser que formalmente a homossexualidade não seja criminalizada, aliás por tempo indeterminado, em vista do país que estamos falando. No entanto, isso não melhora em nada a vida dos LGBTs lá. A população está pronta para denunciá-los por outros crimes, maltratá-los e até matá-los. É uma sociedade primitiva que, sinceramente, não acho que vai mudar nos próximos 100 anos.

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    1. Se erram, estão errados. Se acertam, estão errados também. A África nunca está certa.

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    2. E não vai estar nos próximos 100 anos.

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  6. E em pensar que quase eu fui trabalhar na Nigéria...

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