quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ALONE YET, YES, ALONE

O Oscar sempre comete injustiças, mas a mais absurda deste ano já foi corrigida. A Academia de Hollywood cassou a indicação a melhor canção do tema-título de "Alone Yet Not Alone", um obscuro filme evangélico que passou em brancas nuvens por poucos cinemas americanos (o trailer acima lembra uma paródia do "Saturday Night Live"). Acontece que o compositor Bruce Broughton é membro do comitê executivo da divisão de música da Academia, e mandou uma enxurrada de e-mails aos colegas para sutilmente lembrá-los de que ele tinha uma concorrente no páreo. O gesto foi visto como pressão política, e a canção - na verdade, um hino religioso - foi prontamente desclassificada. Mas é pena que nenhuma outra será apontada em seu lugar: só na trilha de "O Grande Gatsby" havia umas três que mereciam competir pelo prêmio. O incidente só comprova, mais uma vez, que a Academia precisa dar um jeito no sistema de votação de sua divisão musical. Já foram feitas intervenções nos setores de documentários e filmes estrangeiros, que também costumavam indicar aberrações. Fora que os cinco concorrentes ao Oscar de melhor canção influem diretamente na cerimônia de entrega: eles são apresentados ao vivo, para uma audiência global de milhões de pessoas.

3 comentários:

  1. Deus é justo,Tony.Se o compositor da canção é membro da divisão,meu filho,Ele apoia a cassação.Deus não apoia o ilegal e é justo,o mais justo dos justos.

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  2. E Bruce Broughton não é nenhum desconhecido. É na verdade um bom compositor com grandes trilhas na carreira. É um daqueles talentos que têm sido ignorados por Hollywood. Entretanto, essa indicação obscura era suspeita demais para deixar passar.

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