segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

RAGAZZO SOLO, RAGAZZA SOLA

O quase-incesto se tornou uma constante no cinema de Bernardo Bertolucci. Em "La Luna", mãe e filho quase chegavam às vias de fato. Em "Dreamers", irmão e irmã quase rolavam no feno. Em "Io e Te", um garoto de 14 anos pergunta à mãe se ela transaria com ele se só houvessem os dois no mundo. Depois, ao fugir de uma settimana bianca (numa estação de esqui, com a turma do colégio) para o porão de uma das casas do pai, ele acaba encontrando a meia-irmã mais velha, igualmente em busca de refúgio. Não diria que pinta um clima entre os dois solitários, mas sim uma grande intimidade depois dos esperados atritos. O protagonista Jacopo Olmo Antinori parece o resultado do cruzamento de um querubim com uma barra de Chokito, mas passa a combinação necessária de inocência e maturidade para o papel. E a trilha ainda tem David Bowie cantando "Ragazzo Solo, Ragazza Sola", a versão italiana de Space Oddity"... Num ano em que os filmes italianos se fizeram raros no Brasil, eis que na semana do Natal chegam dois bons títulos: "A Grande Beleza" ainda é muito melhor, mas Bertolucci nunca fez um filme ruim.

2 comentários:

  1. Mas que homem obcecado. Acho que na juventude ele queria dar uns pegas na irmã ou na prima, levou fora e agora só pensa nisso. Só de pensar em transar com a minha irmã já da vontade de vomitar rsrs.

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  2. Acho incesto um tabu super interessante e desnecessário. Pronto, falei. E falei no Natal. Me processem.

    E Feliz Natal pra vc, Tony! Que seja tranquilo, divertido e cheio de pessoas queridas em volta!

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