sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A CAVERNA DO DRAGÃO

Demorei quase duas semanas para ver o segundo capítulo da pseudo-saga "O Hobbit" porque não gostei muito do primeiro filme. Digo pseudo-saga porque o livro original é fininho e voltado para o público infanto-juvenil, mas a sanha dos produtores o transformou em três filmes longuíssimos. O do ano passado, "Uma Jornada Inesperada", se ressentia de falta de assunto e não era mais do que um monte de correrias a esmo. Mas o de 2013, "A Desolação de Smaug", é bem mais focado e interessante. Aqui pelo menos os personagens parecem ter um objetivo claro, e os efeitos especiais - principalmente o dragão, que aparece no título e numa caverna repleta de ouro - são de arregalar os olhos. A história se interrompe bruscamente, como é de praxe nos episódios do meio de trilogias: assim estamos fisgados para ver a conclusão no Natal do ano que vem. Mas mesmo com um roteiro afiado e um visual exuberante, é inegável que qualquer coisa que tenha a ver com "O Senhor dos Aneeis" perdeu muito da graça por causa de "Game of Thrones". A série da HBO deve sua existência à obra de J. R. Tolkien, mas o sexo e as intrigas de suas tramas deixam os hobbits com cara de anões de jardim.

Um comentário:

  1. Eu também não gostei muito do primeiro filme. Achei muito longo sem nada demais para ver. Além de muitos clichês: eles se reúnem com os anões e o Guendalf, vão até os elfos pedir conselhos e são atacados pelos orks no meio do caminho. A mesmíssima lógica de acontecimentos do Senhor dos Anéis,com alguns pequenos ajustes. Mas pela sua fala sobre o dragão até que deu vontade de ver, mas vou esperar sair do cinema.

    ResponderExcluir