segunda-feira, 11 de novembro de 2013

YVES, YVES, PRO CÉU, PRO CÉU

A vida de Yves Saint-Laurent já rendeu um ótimo documentário, "O Louco Amor de YSL". Em janeiro estreia na França uma dramatização cinematográfica. Como eu o acho o melhor estilista do século 20 (atenção, não disse o mais influente, que na minha humilde opinião é Chanel), já estou na fissura. E tem beijo gay!

6 comentários:

  1. Ia ser difícil fazer um filme sobre a vida do Saint Laurent sem beijo gay. E o estilista mais influente do século foi Chanel.

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    1. Bem feito! Quem manda postar sobre o que não sabe? rsrs MM, e o Balenciaga? A própria Chanel falava que ele foi o melhor de todos!

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  2. Tem toda a razão, tanto que eu já mudei no post. Merci.

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  3. Balenciaga,foi o genio da modelagem o Yves foi o mais influente.Ele esteve a frente quando lançou a linha Rive Gauche prevendo que no futuro,a moda tinha que ser industrializada .Essa visão do business quem teve foi o Pierre bergér e monsieur começou a criar em cima disso.Chanel tambem foi influente mas,ele teve ideias muito mais vanguarda para seu tempo que madame.
    Um abraço

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  4. Vamos lá, MADEMOISELLE Chanel - ela nunca foi madame - mudou o figurino feminino se antecipando às mudanças de costumes que aconteceriam depois da I Guerra Mundial. Adeus espartilhos, excessos de anáguas e ornamentos desnecessários, além dos chapéus que carregavam de buquês de flores a pássaros empalhados ("Como alguém pode pensar com aquilo tudo na beça" era o que mais ou menos - estou citando de memória - ela para justificar suas palhetas e beretes simples e elegantes). Chanel, até por uma questão de economia porque estava começando seu negócio, usou jérsei que até então só era usado para confeccionar ceroulas masculinas, para fazer vestidos, conjuntos e até o que mais tarde viria a ser o tailleur, e tornar a moda feminina mais confortável e prática. "As mulheres foram trabalhar em fábricas, dirigiam automóveis, andavam de metrô e de ônibus, fumavam e bebiam coquetéis em público. Precisavam das mãos livres e de bolsos na altura exagta onde essas mãos esperavam encontrá-los", como bem descreveu Diana Vreeland. Mais tarde, nos anos 20, ela introduziria o curinga dos curingas da moda, o pretinho básico que foi adotado por mulheres do mundo inteiro - era fácil de copiar, de produzir e de se comercializar, além de combinar com todas as ocasiões - e reproduzido por outros estilistas, até hoje. Chanel instituiu o look e a silhueta da mulher do século XX. Abandonou a moda em 1939, mas voltou em 1954 porque, segundo ela, estavam aprisionando as mulheres em espartilhos e quilômetros de tecidos tudo de novo - referia-se ao New Look de Dior, claro. Coincidemente, a coleção de primavera de Dior neste mesmo ano trazia um tailleur que era uma clara homenagem à mademoiselle. Mais tarde ela diria sobre a concorrência: "Balenciaga é o único estilista, o resto de nós somos apenas costureiros". Já Saint-Laurent foi a nova geração e sua influéncia se fez a partir da segunda metade do século, sobre as bases estabelecidas por mademoiselle. A visão de negócios sempre foi de monsieur Bergé, que aplicava as regras do que YSL criava e não o contrário. O primeiro estilista a abraçar o prêt-à-porter foi Pierre Cardin, em 1959, e por isso chegou a seri expulso da Chambre Syndicale de La Haute Couture (YSL Rive Gauche é do final dos anos 60). Balenciaga sempre foi mais um arquiteto do corpo, um artista das roupas e não exatamente alguém que fez sua moda chegar às ruas como mademoiselle e YSL (pense no tailleurzinho, nas ciganas e no smoking andrógino que as mulheres usaram e abusaram nos anos 70). E aqui não há nenhum juízo de valor, apenas a observação da praia que pertencia a cada um. Ah, sobre Dior, balançou as estruturas em 1947 ao propor uma exuberância de luxo enquanto a Europa ainda lambia as feridas e enfrentava o racionamento de alimentos e matérias primas depois da hecatombe da II Geurra Mundial. Foi um escândalo e, ao mesmo tempo, um sopro de frescor e vida para um mundo triste e em preto e branco. Sua carreira foi breve, apenas 10 anos (1947-1957) porém marcante e Saint Laurent era o seu assistente de 22 anos que assumiu a direção criativa da maison - como se diria hj - depois que o mestre sucumbiu a um ataque cardíaco durante uma partida de canastra. Ça-c'est la mode! Um beijo e dois abraços.

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    1. O ator pode ser talentoso, achei ele feio, ou melhor como se diz hoje em dia :exótico .YSL não era feio ,

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