segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O MORDOMO SEM CULPA

"O Mordomo da Casa Branca" fez um enorme sucesso de bilheteria nos Estados Unidos. Some-se a isto o tema de agrado da Academia e temos um favorito aos próximos Oscars. É um painel histórico que atravessa várias décadas recentes, executado da maneira mais careta possível. O diretor Lee Daniels - que usou linguagem moderninha em "Precious", vencedor do festival de Sundance em 2009 - parece ter sucumbido à pressão do estúdio e abandonado qualquer tentativa de experimentação. Sua câmera convencional telegrafa tudo o que vai acontecer: não há surpresa alguma, nem mesmo grandes impactos. Ainda assim, o filme entretém ao mostrar os bastidores da sede do poder americano, além de contrastar a história do pai semi-conformista (o tal mordomo do título) com a do filho ativista. As melhores cenas mostram a luta pelos direitos civis nos anos 60, quando o racismo era oficial em muitos estados. Também é divertido ver atores famosos fazendo rápidas participações como presidentes e primeiras-damas (Jane Fonda está perfeita como Nancy Reagan). O oscarizado Forrest Whitaker tem uma tarefa dificílima com o papel-título, que reage com estoicismo aos muitos golpes que a vida lhe apronta, e permite que Oprah Winfrey (que começou a carreira como atriz) lhe ofusque diante das câmeras. Ah, e quem mais percebeu que ninguém menos que Mariah Carey faz a esbranquiçada mãe do protagonista?

6 comentários:

  1. Mais vale um filme convencional interessante na mão do que dois de experimentação voando para cansar nossa beleza..

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  2. Mais vale um filme convencional interessante na mão do que dois de experimentação voando para cansar nossa beleza..

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  3. esse não é o primeiro trabalho da Oprah como atriz de cinema, o primeiro foi em 85 em A cor púrpura foi indicada ao oscar de coadjuvante e não ganhou.

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  4. Eu não disse que era o primeiro! Aliás, mencionei que ela começou a carreira como atriz. Além de "A Cor Púrpura", ela tem um papel importante em "Beloved", do Jonathan Demme. Chegou a ser cotada para o Oscar, mas nem foi indicada.

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  5. gostei do filme. não é uma montanhar russa emocional mas dá pra gente ter uma ideia de como é/foi a questão racial no país que não precisa de bolsa-família pra sair da crise.

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  6. Só assisti hoje, no Netflix. Sempre que vejo algum filme, venho pesquisar sua resenha, ainda que antiga hehe. E putz, jamais notei que era a Mariah!

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