quarta-feira, 20 de novembro de 2013

FLAMENCO NEGRO

Eu não sabia que ia gostar tanto do show de Concha Buika em São Paulo. A mulher é ainda mais intensa ao vivo do que nos discos. Ela sorri muito entre um número e outro, mas se entrega com tal paixão a cada música que eu até fiquei com medo de sair arranhado (estava sentado bem perto do palco). O pequeno Tom Jazz estava abarrotado, apesar dessa espanhola de origem africana ainda ser pouco conhecida no Brasil. Se bem que leitores habituais do meu blog não têm desculpa: já falei de Buika aqui, aqui e aqui. Buika ao vivo é uma experiência trasncendental: séculos de história e dor se revelam na mistura de flamenco (na intenção da voz, no gestual) com África, Cuba e Chavela Vargas. Próxima parada: um DVD gravado ao vivo, porfa.

Um comentário:

  1. Caberiam os versos de Luiz Tatit.
    " Você é virtualmente amada amante
    Você real é ainda mais tocante
    Não há quem não se encante"

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