sexta-feira, 6 de setembro de 2013

REDONDAMENTE ANTIQUADO


A televisão a cores começou no Brasil em 1972, mas eu só me lembro em preto-e-branco da primeira versão de "Saramandaia". E me sinto ainda mais antigo quando comparo as duas versões da explosão de Dona Redonda: na versão original da novela, de 1976, Wilza Carla só dava um tchauzinho e bum! Um efeito tão pouco especial que parecia ter sido feito com barbante e cola de farinha de trigo. Mas a cena exibida ontem no "remake" foi melhor em tudo, inclusive na dramaturgia. Agora Dondinha explode também de raiva e de preconceito, numa ótima sacada do re-autor Ricardo Linhares. Isso é que é cena de impacto.

14 comentários:

  1. Não dá pra ver o vídeo, Tonyzitcho. Ah, tem uma cena parecida em Live and Let Die, que um gordão negro explode, e os efeitos são tão toscos quanto o da Globo.

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    1. Tentei consertar e não consegui. Usei meu truque habitual para embedar vídeo da Globo.com mas não deu certo. Alguém tem uma sugestão?

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    2. Pronto, agora dá. Troquei os dois vídeos por um único que achei no YouTube e compara as duas explosões.

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  2. Pra mim, crionça que assiste Disney Channel, acho que o vizu da Redonda foi inspirado na Rainha Cabeçuda de Alice in Wonderland.
    Adorei a cena.

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  3. choquei com a quantidade de astro/estrela global na primeira versão. parece que hoje em dia só contratam pela aparência e trocam de protagonista como se fosse carro(envelheceu, next).
    mas vera, para mim, roubou a novela.

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  4. Gente, a primeira é muito tosca. kkkk Quem nunca assistia as pornochanchadas com a Wilza Carla na Sala Especial? Eu tinha uns 7 anos e já tava lá na TV escondido. rs

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  5. Impressionante o avanço do padrão Fifa da Globo. A Saramandaia antiga tem padrão do mexicano Chavez, simpático mas muito tosco, enquanto a nova é apoteose de efeitos especiais e cores, com o cogumelo atômico mais gay da história bélica - talvez uma homenagem a Enola Gay.
    Usurpando Vinicius: as outras que me perdoem, mas a competência da Globo é fundamental.

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    1. Sim bota gay nisso, pra que tanta cor, ela tinha gases coloridos lhe corroendo o ser? kkkkkk... Jamais se farão novelas como na época em que Brasil vivia sob ditadura, parece que o fato do país não ter democracia, fazia os autores capricharem nos textos, nos enredos e o melhor, apesar da carência de efeitos, tudo era verossímil, diferente de hoje.

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  6. No entanto, essa versão foi tao mas tao mal sucedida em termos de audiência e repercussão que botou panico na Globo sobre investir nesses remakes escalofobeticos.

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    1. Questão é que não devia existir remake de clássicos, se quisessem faturar em cima que lançassem em dvd tal como Selva de Pedra, Dancin' Days e Tieta. Nesse mesmo esquema caça-ibope já assassinaram Pecado Capital e TiTiTi...

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    2. Se esqueceu tb de Guerra dos Sexos...

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    3. E olha que Guerra dos Sexos nem precisou ter o autor morto p/ Gloria Perez ou Maria Adelaide Amaral fazerem suas m****s de remake, foi assassinada pelo próprio criador Sílvio de Abreu... O que era aquela abertura infatilóide?

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  7. Meu Nome é Louis, Harry Louis8 de setembro de 2013 04:10

    Desperdício ver Montenegro e Holtz nessa peça teatral da oitava série, digo remake. Dias Gomes não era ingênuo e a novela dele em 1976 tinha cutucadas no regime militar, essa daí mais parece uma reunião de condomínio cheia de gente estranha.... Um lobisomem que não faz ataques sexuais (ui!), um homem alado que não tira proveito das asas...

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  8. Sinceramente, ainda prefiro a da primeira versão, justamente pela tosquice.

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