segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O CÉU CAI SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS

"O Verão do Skylab" não tem exatamente uma história com começo, meio e fim. É, na verdade, um continuum: um retrato da vida de uma família numerosa há mais de 30 anos, que prossegue nos dias de hoje com novas caras mas os mesmos conflitos. Qualquer pessoa que já passou férias na praia ou na fazenda com um bando de primos vai se identificar com o microcosmo apresentado pela diretora Julie Delpy, muito mais conhecida como atriz. Os tios malucos, as avós generosas, a descoberta do sexo e da música para dançar: todo mundo passou por isto. A ação se passa no verão de 1979, quando a estação espacial Skylab estava prestes a cair sobre a Terra. Alguns personagens têm medo de ser atingidos por ela, e essa metáfora revela a transitoriedade daquele momento. Crianças crescem, velhos morrem, tudo muda o tempo todo - só que não, como mostram o prólogo e o epílogo do filme. Apesar do elenco recheado de grandes nomes do cinema francês (inclusive Emmanuelle Riva, recém-indicada ao Oscar por "Amour"), "O Verão do Skylab" é pequeno e despretensioso. Mas gostoso como um feriadão ao lado de gente querida.

3 comentários:

  1. Eu cheguei a ler o título original do post. Cheguei a pensar que era sobre o Rogério Skylab.

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  2. cinema francês é tipo sexo. mesmo quando é ruim, é bom

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  3. Kelly Roulla, corinthiana convicta9 de setembro de 2013 22:11

    Vou assistir, gostei da sua resenha embora sempre note que vc quer fazer a coisa parecer menor, maçante, gostei da descrição que explora final dos 70, cinema carece de filmes desse período - poucos são fieis como Boogie Nights e Forrest Gump -, se é produção francesa deve ter aquele enfoque nonsense que amo, amo, amo.

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