quarta-feira, 11 de setembro de 2013

iMOVIE 5C

Todo mundo falou tão mal de "Jobs" que eu até gostei mais do que esperava. Mas não o suficiente para achar que se trata de um bom filme: apesar da recriação meticulosa da história da Apple e da longa duração, ficou mais coisa de fora do que no iPhone 5C. Fala-se muito de tecnologia e de negócios, mas o lado humano de Steve Jobs mal dá as caras. A relação dele com os pais - os biológicos e os adotivos - aparece de raspão, assim como a ainda mais complicada ligação com as mulheres e os filhos. Tudo bem, vai: o lado tirânico, egocêntrico e ligeiramente alucinado são bem captados por Ashton Kutcher, que está supreendente. Mas a história termina de sopetão, com o lançamento do iMac em 98, talvez para ter um final feliz. Os 13 anos seguintes, que foram de glória e dor para Steve Jobs, são solenemente ignorados - os produtores devem ter pensado que o público já está familiarizado demais com esse período. Hoje em dia eu só tenho um produto da Apple a mais de um metro do meu corpo quando tomo banho, e isto é só até inventarem o iSoap. Foi bom ver no cinema um pouco desse homem que afeta tanto a minha vida. Mas tenho a sensação de que a vida dele era material para minissérie.

2 comentários:

  1. Adoro meu iPod, faz 5 anos que o tenho, e nunca deu problema, só que arranha muito.

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  2. A adaptação não é tão meticulosa. A conversa com Gates no telefone nunca existiu, por exemplo. Steve Wozniak disse que as coisas foram bem diferentes do que mostrado. E achei horrível a interpretação de Ashton Kutcher. Como comentei no Facebook, Jobs vai voltar como um iGhost para assombrar Kutcher, o roteirista e o diretor.
    Atualmente existe outro filme sendo escrito por Aaron Sorkin, vencedor do Oscar por "A Rede Social" e com participação do próprio Wozniak.
    "Jobs" me parece aquele filme, feito de qualquer jeito, para aproveitar a fama de um gênio falecido recentemente. Steve Jobs merece muito mais.

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