segunda-feira, 23 de setembro de 2013

EMMY DE MORNO

Há mais de uma década que a TV americana vive uma era de ouro. A abundância de programas bons se reflete nos indicados ao Emmy: todos os candidatos a melhor drama ou melhor comédia mereciam o prêmio, e ainda ficou um monte de séries de fora. Mas este nível altíssimo não proporcionou uma cerimôna de entrega memorável. O multi-talentoso Neil Patrick Harris até que se esforçou ao máximo, mas os tributos individuais aos mortos famosos ralentaram e entristeceram a festa. Verdade que houve muitas surpresas - tantas, aliás, que o apresentador disse que ninguém estava ganhando o bolão do escritório. Mas os Emmys também mantiveram a tradição de premiar os mesmos de sempre: Julia Louis-Dreyfus (2o. troféu consecutivo), Jim Parsons (3o.), "Modern Family" (4o.). Todos são incríveis, mas algo realmente inovador como "Louie" saiu de mãos abanando, assim como meus favoritos "Game of Thrones" e "Downton Abbey". Tudo bem, vai: essas premiações só existem mesmo para fomentar a cizânia.

6 comentários:

  1. Tony, o que vc achou de Soderbergh e Fincher ganhando o Emmy? PS tive que dar um google em cizânia rs

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  2. Mais do que merecido, achei inevitável: quando diretores consagrados no cinema se arriscam na televisão, geralemnte saem cobertos de louros e glórias. Aconteceu a mesma coisa com Martin Scorsese, pelo piloto de "Boardwalk Empire".

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  3. O melhor momento foi a vitória de BREAKING BAD, até que enfim reconhecida.

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  4. Jim Parsons é um gênio da comédia, deviam tirá-lo da disputa porque é uma covardia com os demais.

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  5. A vantagem do Emmy em relação ao Oscar é que a série tem a chance de concorrer de novo enquanto estiver no ar, por vários anos. Oscar comete mais injustiças porque geralmente é uma chance só pra cada filme (exceto as "trilogias").

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