sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TERRA EM TRANS

O transexual está na moda, o mundo inteiro aplaudiu. É um sucesso, é um barato, dentro e fora do Brasil. Quer dizer, ainda não, mas um dia chegaremos lá. Haja vista o súbito aumento de pessoas trans no entretenimento e no noticiário. Da Sophia de "Orange is the New Black" (tanto a personagem como a atriz) ao mártir Bradley Manning, de repente parece que todo mundo e seu pai estão trocando de gênero. Ou não: prisões militares como a que Manning deve frequentar pelos próximos 35 anos não fornecem tratamentos hormonais a seus moradores, já que o Exército americano não reconhece a existência da transexualidade. Mas a sociedade, cada vez mais. E a tendência é passar logo desta fase para a aceitação. Com a ajuda de programas como o "Na Moral" desta quinta-feira, que mostrou e discutiu alguns casos emblemáticos (meu favorito é o do Léo, que virou homem para virar gay). Ou a de figuras high profile como Léa T.  e Chaz Bono, que ajudam os cis (adorei aprender este termo) a perder o medo e a estranheza. Eu mesmo não sei quase nada sobre o assunto, mas estamos aê.

28 comentários:

  1. Me interessa muito esse assunto, há muito tempo, e uma das minhas BFF é transsex. Vi a metade final do Na Moral, excelente.

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  2. A Alemanja aprovou o "terceiro sexo" nas certidões de nascimento. Nada mais natural pra um país cuja porra da língua tem 3 gênero mesmo.

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    1. Ai, pára, Daniel. Sério.

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    2. Kelly Roulla, corinthiana convicta25 de agosto de 2013 05:13

      Daniel, fala aí alguma coisa que vc tá achando uma droga na Alemanha, o povo aí solta pum aromatizado, tipo blueberry ou morango silvestre? O que o alemão comum curte mais na cama frango assado ou papai-mamãe? Ué tenho curiosidade, uma plebeia ogra como eu precisa antever o paraíso desse povo nórdico...

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    3. Tem muita coisa que não funciona na Alemanha. Mas pra ler isso você vai ter que pegar o seu dedinho e sair clicando nos links até chegar no meu blog.

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  3. Mais um dos seus títulos/trocadilho, este ficou ótimo!

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  4. A partir de agora vou me vestir como Tiradentes,andar na rua como Tiradentes,gesticular como ele e só me chamem pelo nome de Tiradentes!Eu não aceito meu nome nem minha aparência,nasci pra ser Tiradentes!Sou normal?

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    1. O mio babbino caro
      Todo legal e divertido este post.Considerando o quanto é saudável o bom humor.
      Ouvindo os comentários dos colegas de trabalho, vi o quanto pessoas tão "legais" podem ser tão desonestas.

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    2. Kelly Roulla, corinthiana convicta25 de agosto de 2013 05:15

      Eu juro que é melhor... Não ser um normaaaaal, se eu posso Crer que Deus sou eu.... (Rita Lee). Isso desenvolve o argumento, anonimo?

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  5. Só devemos ter cuidado com a utilização da palavra.

    O transexual = pessoa de sexo biológico feminino a qual tem a identidade sexual correspondente ao sexo masculino;

    A transexual = pessoa de sexo biológico feminino a qual tem identidade sexual correspondente ao sexo masculino.

    Essa distinção é importante, pois acho que falar "o transexual" é inadequado e revela, muitas vezes, uma hostilidade ao fato de a pessoa ter outra identidade sexual, diferente do seu sexo biológico.

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    1. Você repetiu os termos, João. rs Talvez quisesse escrever:

      O transexual = pessoa de sexo biológico feminino a qual tem a identidade sexual correspondente ao sexo masculino;

      A transexual = pessoa de sexo biológico masculino a qual tem identidade sexual correspondente ao sexo feminino.

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    2. Eu repeti sem querer, true.

      Obrigado, Robinho.

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    3. Ou melhor ainda, segundo o que eles mesmos estão utilizando atualmente: trans-homem (homens que nascem como mulheres) e trans-mulher (mulheres que nascem como homens). Na verdade são apenas termos de uso genérico para expressar em assuntos relacionados, o ideal é chamar um trans-homem de homem e a trans-mulher de mulher.

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  6. Me emocionou o caso do Léo mas tb o daquele crossdresser (Letícia após um AVC em que decidiu viver o que tinha p/ viver) que continua ao lado da esposa e teve apoio incondicional dela e dos dois filhos homens com exceção da filha mulher que reagiu de outra forma, mas está com o pai na luta contra estereótipos. Não gosto do Bial qdo ele tende a 'poetizar' tudo mas no geral o programa tem andamento bom e as divagações dele tem soado menos piegas, sem encher totalmente o saco. Ali se percebe que todos expõem seu ponto de vista sem descambar p/ baixaria, taí o trunfo.

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    1. Senti não ter manifestação do Nery. E gostei dos pais do Eric. Gosto das manifestações do Bial.
      Abs.

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    2. Vi o Néri na plateia e achei mesmo que ele daria um puta depoimento, pois ele é a própria personificação da evolução trans em nosso país, uma pena realmente, ele é ótimo e suas vivencias teriam acrescentado muito ao assunto.

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  7. No ano passado o Channel 4 britânico fez uma série "My transexual summer" documentando a vida de uma série de moças e rapazes no momento em que estavam fazendo a mudança de gênero: o drama com os hormônios, o apoio (ou não) da família, como é arrumar emprego etc. São todos uns fofos, não tem como não amar e torcer por eles. E tem até um episódio que mostra em detalhes como é a ereção da mulher depois da faloplastia!

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  8. Muito bacana o texto, sobretudo porque escrito por alguém que não entende muito do assunto e que nem por isso se omite. É imprescindível que percebamos que os tabus e estranhamentos ocorrem muitas vezes por falta de discussões e leituras acerca dos temas que aqui estão, desobedecendo a hetero e cisnormatividade as quais estamos submetidos.
    Devo informar que não se trata de virar homem: Léo apenas adequou seu corpo ao gênero masculino, que o identifica e representa.
    Parabéns pelo texto!

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    1. Obrigado! Eu quase botei aspas no verbo "virar", porque sei que o Léo não virou nada. Como você disse, ele só adequou por fora ao que já era por dentro.

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    2. A este respeito houve um comentário muito pertinente no programa: quem se "transforma" são as pessoas ao redor, o transexual se "adequa". Imagino que, realmente, em muitos casos a transformação deva ser muito grande nos círculos de pessoas próximas de quem está passando pela readequação de gênero.

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  9. A esse respeito, nada é tão interessante (embora não atraente, pois a figura não é) como o caso do Laerte. E por quê? Porque a história ainda não acabou. Ainda vem bomba por aí.

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    1. Será? Não sei se o Laerte vai querer se operar. Acho que ele vai ficar só no crossdressing, talvez adotando definitivamente o nome de Sônia. Aguardemos.

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  10. Kelly Roulla, corinthiana convicta25 de agosto de 2013 05:08

    Quando criança me sentia A Mulherzinha, até fantasiava que os meninos da escola queriam bulir na minha vagininha imaginária, rsrsrsrs criança tem muita imaginação MESMO, hj passado muitos anos não cortaria fora meu pau por nada e até esqueço que já fui louco por brinquinhos de pérola, tons róseos e tecidos fluidos, como o ser humano muda néah? Acho esse universo trans uma incógnita quanto mais leio sobre, mais alien me sinto, ainda que tenha sido uma travinha inconfessa dos 7 aos 9 rsrsrs... Estranho, muito estranho.

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    1. O anoréxico é normal mas se vê gordo,e o trans tem um sexo mas se acha outro.Tudo a mesma coisa.

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    2. Kelly, na verdade por sua descrição você só é (ou foi) mais um caso de gay delicado e com trejeitos femininos, algo bem comum e não um possível caso de transexualidade.

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  11. Assisti na semana passada ao espetáculo do Léo no espaço dos satyros (lou & léo), em que ele conta sua história. não consegui ver o programa, mas aposto que na peça você ficaria ainda mais fascinado! ele também assina a iluminação da peça que é interessantíssima e tem a presença de uma transexual absolutamente deslumbrante, mezzo brigitte bardot, meszzo sophia loren, uma MULHER de deixar qualquer um de queixo caido! mais tenso foi quando o léo tirou um garoto da platéia e o fez ficar completamente nú! hahaha um belo programa

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