terça-feira, 13 de agosto de 2013

O MANIFESTO COLUNISTA

O colunista americano Dan Savage já é meu ídolo há uns dez anos. Agora ele conseguiu me tornar ainda mais fã. Seu livro "American Savage" reúne 17 ensaios sobre temas polêmicos como eutanásia, controle de armas de fogo, educação sexual e - claro - casamento gay. Hoje Savage é relativamente famoso nos Estados Unidos, tanto por causa de seus embates públicos com políticos da extrema direita como Rick Santorum (que ele imortalizou com um neo-palavrão) quanto pela campanha "It Gets Better", um dos fatores que mais influenciaram a entrada do termo "bullying" no vocabulário atual. O cara escreve com uma maturidade e um humor que me deixam verde de inveja, mas é a popular inveja branca. Ahã.

11 comentários:

  1. O problema é que se esse cara fosse brasileiro, aqui seria considerado "panfletário" e coisa de "extrema-esquerda do PSTU". É que muita gente que posta aqui tem todo um discurso "moderninho", mas se apega a material escrito conservador (Veja e outros lixos).

    EUA, apesar dos problemas, é outra coisa...pelo menos as pessoas assumem suas convicções políticas.

    Ai, ai. Mas te amo, Brasil. E detesto gente que vai morar fora e fica desdenhando daqui.

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  2. Fora que ele é um puta gostoso, ai ai...

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  3. Não bastasse ser inteligente e articulado é gato, gato, gato... Inveja branca de quem tá com ele.

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  4. E não vou deixar passar a chance de falar mais uma vez: Já o conheci em pessoa e bebi um drink com ele. É só pra matar de inveja mesmo.

    E ainda tenho um jornalzinho de distribuição gratuita de Seattle aqui em casa com uma coluna assinada por ele onde responde aos leitores. Tem uma pergunta clássica de uma menina perguntando que um amigo dela, sempre que bebe, dá umas derrapadas no kibe. HAHAHAHAHA.

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  5. Além de tudo ele é um gatão. Que tiozão gostoso \0/

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  6. Eu acho que você deveria parar de usar esse termo, "inveja branca". Quer dizer que a "inveja branca" é a boa e a "inveja negra" é a má? Você não vê o caráter claramente racista dessas expressões?

    Eu uso "inveja do bem" e "inveja do mau". Essas expressões passam exatamente a mesma mensagem mas sem o penduricalho racista.

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    1. O negro significa o mal e o branco, o bem, há milênios na cultura ocidental. Tem a ver com luz e escurdidão, não com racismo. Não vou mudar.

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  7. É essa a sua resposta, "milênios de cultura ocidental"? A cultura ocidental é coalhada de machismo, racismo, homofobia e intolerância religiosa há milênios, sem dúvida. Mas está mudando. Mas você é conformista demais para perceber isso.

    Você prova que ser discriminado não é antídoto contra a discriminação alheia. Você é discriminado por ser gay mas não tem nenhum pejo de continuar usando (com um certo orgulho) uma expressão claramente racista como essa.

    Tudo bem, esse aqui é o seu blog e você pode falar o que quiser nele (mas não abuse, pois existe a Lei Afonso Arinos). Já eu, posso simplesmente desassinar o feed, que é o que eu acabei de fazer.

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    1. Dionisio, você vem me dizer que eu "devo" deixar de usar uma expressão porque ela teria conotação racista. Eu respondi que não vejo essa conotação, e tentei explicar por quê. Se a resposta não lhe satisfez, beleza. Porta da rua, serventia da casa.

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  8. Acho o Dan divertido mas não consigo fechar os olhos pra falta de solidariedade dele com as demais minorias. E não sou só eu que pensa assim:

    "Dan Savage é um colunista sexual americano que eu admirava, até notar que suas respostas pros homens que lhe escrevem são muito mais tolerantes que pras mulheres. Ele é gay, e compara a genitália feminina com uma “lata de presunto jogada do alto”, algo que o enoja. Seu tom misógino fez com que eu parasse de admirá-lo. Além do mais, não suporto quando um representante de uma minoria ofende outras minorias."

    Fonte: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2008/08/as-feias-que-me-perdoem.html

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    1. Ele cita esse caso do presunto em lata no livro e explica como chegou nessa delicada metáfora. É bastante engraçado e não tem nada de ofensivo, mas, como qualquer piada, nem todo mundo gosta ou entende.

      Savage também faz um mea culpa sobre sua antiga ignorância quantos aos transexuais e bisseuxais. É um cara inteligente, de mente aberta e que admite que ainda está aprendendo (como todos nós, aliás).

      Ele tem, sim, MUITA solidariedade com todas as minorias. E se defende com humor e brilho do ataque dos mal-humorados e ressentidos.

      Deu para perceber que eu amo o cara, né?

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