sábado, 3 de agosto de 2013

CHIC NO ÚRTIMO

O disco "Random Access Memories", do Daft Punk, não só é o melhor do ano até agora como também ressuscitou duas carreiras que andavam meio esquecidas. Uma delas é a de Giorgio Moroder, o produtor de Donna Summer, que foi homenageado pela dupla francesa com uma faixa-biografia com mais de nove minutos de duração. A outra é a de Nile Rodgers, único remanescente dos três fundadores da banda Chic e um dos produtores mais influentes de todos os tempos. O sucesso de "Get Lucky" deve muito à guitarra rítmica de Rodgers, que inclusive aparece no clipe da música ao lado de Pharrell. Aproveitando o momento, o cara montou uma nova versão do Chic e está excursionando com ela pela Europa. Também lançou um CD duplo com os maiores hits da Chic Organization, gravados pelo próprio grupo ou por nomes como Diana Ross, Carly Simon e Deborah Harry. Depois que o Chic acabou, Rodgers ainda produziu discos para Madonna, Duran Duran e David Bowie, entre muitos outros, mas já sem o estilo característico que inventou. Ouvi-lo novamente me leva de volta à virada dos anos 70 para os 80, a era da discoteca. Havia muita bobagem musical naquela época, mas o Chic era respeitado até pelos músicos de jazz. Se você não faz a mais puta ideia do que seja esse som chiquérrimo, baixe aqui um minimix da banda, ou aqui um megamix com mais de meia hora. E tente ficar parado.

8 comentários:

  1. AMO AMO AMO essa época. Classy.

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  2. Nile Rodgers é um semi-deus no mundo da música. Sua influência chegou até no Paulo Ricardo e o RPM.

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    1. Falar de um semi-deus, e citar Paulo Ricardo e RPM é de doer.
      Enfim, isso aqui é Brasil.

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    2. Eu não disse que Paulo Ricardo conseguiu imitar o Nile.
      Mas o estio do Nile "pegou" no John Taylor, baixista do Duran Duran. Paulo Ricardo, baixista também, copiou até o penteado do John Taylor e o estilo. Taí a prova dos nove.

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  3. O mio babbino caro
    Isley, Roger, Maurice, Rodgers, Pharrel...na linha evolutiva da música.
    Tanta coisa que eu tinha a dizer
    Mas eu sumi na poeira das ruas
    (PV)

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  4. Realmente o cara é foda.Pena que só quem viveu a DISCO,sabe do que realmente se trata.Nao é musica sintética,como de agora.
    Valeu

    Um abraço

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  5. Sim, impossível esquecer... everybody dance, tchu-ru uh uh, clap your hands, clap your hands... o forte dele são as inversões e viradas de baixo, quando escuto penso como ele conseguia fazer aquelas manobras sonoras no final dos 70 sem sampler, autotunes e recursos disponíveis hoje e ainda assim superdançante. Enquanto Rodgers barbarizava no baixo, Giorgio fazia horrores com seus teclados distorcidos.

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  6. O CD está realmente muito bom mesmo Tony.
    Mas vale lembrar que Adam Lambert deu a sorte de seu último CD já ter contado com o tímido retorno de Nile Rodgers e de Pharrell. Nile trabalhou na excelente Shady (inspirada em Come Together) e Pharrell trabalhou em "Kick-in" e na música título do albúm, "Trespassing".

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