segunda-feira, 22 de julho de 2013

CONTRA A PAREDE

Uma amiga publicou no Facebook o link para um blog que ensina a ler de graça a versão online dos principais jornais brasileiros. Não me contive e agradeci a ela por tirar o pão da minha boca. Afinal, se todo mundo furar os paywalls, ainda mais gente será demitida das grandes redações e uma hora os cortes chegarão em mim, um reles colaborador. Como eu estava mesmo a fim de puxar briga, entrei no blog do sujeito - um catarinense de 22 anos que se acha um puta contestador - e o acusei de estar contribuindo com o desemprego no jornalismo. O garoto respondeu que não, imagina, que todo mundo deve receber pelo trabalho que faz, mas que o acesso à informação deve ser democrático e blábláblá. Aí eu o xinguei de ladrão, e ele alegou que bandidos mesmo eram os Frias, os Mesquita e os Marinho, e que o mundo seria um lugar melhor sem a linha editorial que os jornais dessas famílias adotam. Mas se você não gosta, perguntei, então por que os lê? Por que ensina aos outros como lê-los? Quanto mais contorções ideológicas o babaca fazia, menos conseguia esconder que simplesmente rouba o trabalho dos outros. Os argumentos dele eram tão rasinhos que o debate perdeu a graça e eu graciosamente me retirei. O que é uma pena, porque não há uma resposta simples. A mídia tradicional ainda não conseguiu descobrir como se monetizar na internet, e corre o risco de ver seu modelo de negócios evaporar como o da indústria fonográfica. Eu mesmo já baixei muita música grátis e assisti a alguns episódios de séries online (e hoje encho o saco de quem faz isto sempre, pois virei roteirista e quero garantir meus dividendos). Como disse o Rubens Ewald Filho, há toda uma geração que se acostumou a não pagar nada pelo entretenimento, nem pela informação. E quem trabalha com isto, como é que faz? Larga tudo e presta concurso no Banco do Brasil?

62 comentários:

  1. Posta o link... Queria tanto continuar lendo a Folha, mas me tiraram... Hj tem um leitor a menos...

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  2. Tudo vai ficando meio sem graça mesmo, fim do cd físico em grandes tiragens das gravadoras nos brindavam com direção de arte, capa de acrílico e encartes c/ ensaios de fotógrafos legais, agora os poucos que saem por gravadoras são horrendos no acabamento digipack - sei que é bom p/ meio ambiente mas tudo ficou uó, jornais vão definhar tb, prepare-se, é o fim do mundo como a gente conhecia.

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  3. Tony, pense no seu próprio caso: você também usufruiu das graças da pirataria até o dia em que entendeu que isso te prejudica. Aí passou a ser contra... E é quase sempre assim: só quando algo nos prejudica é que acordamos. Você acabou descontando sua insatisfação em duas pessoas que apenas seguem a "norma".

    Usufruo da pirataria e não sinto culpa nenhuma nisso: uma forma de vingança contra tantos impostos que pagamos. Mas as coisas que realmente gosto eu compro os originais: CDs, DVDs e jogos de videogame. Só leio o pdf de livros em casos emergenciais para algumas matérias da universidade, pois sempre que posso eu os compro.

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    1. Não me lembro de ter visto o Tony defendendo pirataria aqui no blog dele, muito pelo contrário, sempre vejo ele postando que comprou CD ou livro, foi ao cinema/teatro, etc.
      Coitado do ator/diretor/escritor/roteiristas/etc que se ralam pra entregar o trabalho de graça para um abutre como vc.
      Sua vingança é com o governo e não com quem suou para criar o produto que vc está roubando. Mas não podemos esperar nada de pessoas amorais, não é mesmo?

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    2. O anônimo aqui também faz o mesmo que o anônimo das 00:26. Prefiro comprar. E compro. Mas não sinto culpa nenhuma de baixar de graça quando preciso.

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    3. Roberto, o Tony disse: "Eu mesmo já baixei muita música grátis e assisti a alguns episódios de séries online".

      Claro, não está defendendo a pirataria, mas disse que já usou dela também , como praticamente todo mundo já fez algum dia(é, baixar músicas de graça e ver séries online é pirataria).

      Pode atirar suas pedras aí. As músicas estão aí para ser baixadas facilmente. Vou me privar disso? Que se arrume alguma forma boa de monetizar tal uso.

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    4. Entendo, é a força da manada, se estão todos fazendo, vamos fazer também pra não ficar de fora, mesmo sabendo que é errado e prejudica outros. Passou de amoral para imoral, parabéns.
      Mas é assim que não se muda as coisas, comportamento desonesto de político começa com o comportamento desonesto do eleitor que tolera e pratica todo tipo de delito. Essa merda de "O gigante acordou" já era.

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  4. Posta o link da discussão...

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    1. A tal da amiga removeu o post do Facebook, e com ele se foi o link. Não lembro nem o nome do sujeito... Melhor assim.

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    2. Encontrei aqui: http://tiagomadeira.com/2013/07/como-ler-noticias-ilimitadas-de-folha-estadao-e-globo-sem-cadastro/

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  5. Também vivo disso. Baixo muitas coisas de graça, e quando gosto compro, porque tenho consciência e vergonha na cara. Esse tipo de informação vai sempre correr na internet, é inevitável. A internet é quase uma força da natureza, e todos paywalls são furáveis. As empresas estão sim grunhindo, mas ao mesmo tempo o jornalismo vai se reinventando como pode - assim como a indústria fonográfica. Há maneiras diferentes de lidar com liberdade na internet, "conservadores" como Alemanha e China, e "liberais", como na Suécia e Holanda. mas os políticos, de modo geral, são ultrapassados. Não sabem lidar com a internet. O Brasil sofre com a pirataria porque tem muitas pessoas ignorantes que não valorizam informação, cultura ou entretenimento - e isso não é culpa delas, e sim da falta de $$ e da velha cultura de se prevalecer sempre que possível. Não criemos pânico. Tudo vai ficar bem e você não vai ser demitido.

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  6. Fofa escritoura! larga mao de ser gataia e se nao tiver grana arrume um proper trampo!

    So mesmo gente estupida e loca paga p/ler esses jornalecos do brasil! Quem por exemplo, em sa consciência, pagaria pra ler a sua "coluna" na foia? Eu jamais!!! even in million years!!!, mas com certeza sempre vai existir gente aloprada o suficiente para isto, portanto you're safe! just by now...

    O que vcs precisam fazer de fato e' acordar pra era digital...

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    1. Ter um blog gratuito dá nisso aí: atrai gente diferenciada.

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    2. Obrigado pelo diferenciada! na mosca!

      Pois e' Ze Mane, o que vc chama de blog, eu chamo de bog!

      Delusional people resulta nisso mesmo, ne darling?! se acham "as maiorais", portanto fica fria, vc nao iria passar no concurso do BB, never!!!, perhaps no outro BB (Big Brother), try and good luck...

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    3. E no entanto você continua voltando ao que chama de bog...

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    4. e' que delusional people sempre me faz rir...

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    5. E gente estúpida sempre me dá pena.

      Véi, na boa: vamos debater o assunto sem ofensas pessoais? É uma questão séria e interessante.

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    6. Vc sentiria outra coisa se soubesse quem sou e o tanto de ££££ que tenho!

      Quanto a sua sugestao em debater o assunto, e' o seguinte: por ideas e soluções, eu cobro por elas! simples assim!

      Ja fiz a minha critica e com certeza acho bem idiota quem paga pra ler jornaleco, em relacao a entertainment, no meu caso, sou super seletivo, nao reclamo em pagar caro pelo meu gosto e que real/te me de prazer.

      Infeliz/te o tema e' bem complexo, entendo muito bem as duas partes: pagar ou nao? ai fica a questao e e' bem pessoal, cada um que faca sua escolha, but nao blame the internet!!!


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    7. Jura que você acha que eu ficaria impressionado com a sua fortuna? Que, no entanto, não ajudou você a aprender a usar os acentos no teclado do computador?

      E quem disse que eu estou pondo a culpa na internet? Devo muito à rede: foi graças a ela que arranjei empregos e amigos.

      Boa sorte em achar quem esteja disposto a pagar para ouvir suas "ideas".

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  7. A respostá é tão simples quanto se dar conta que não há como impedir que a água vá para o mar. É da natureza humana querer algo de graça, se puder ter de graça.
    É o outro lado da mesma moeda do capitalismo.

    PS.: estou louco pra ver este filme que dá nome ao post. Não acho nem para baixar. Vou alugar na biblioteca do Goethe mesmo.

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    1. O filme é sensacional e Fatih Akin é o melhor diretor alemão em atividade.

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    2. Ah, e o Globo tem um versão digital online integral idêntica à impressa. O acesso era pago para não assinantes e livre para assinantes da versão em papel.
      Depois inventaram de cobrar até dos assinantes da versão em papel.
      Minha mãe não quis saber e ficou só com a impressa.
      Eu me mudei e não assino jornal nenhum, nem por isso me sinto menos informado.
      O Globo podia ter dois assinantes, mas hoje tem apenas uma (que não será sua cliente para sempre).
      Tem que ver isso aê!!
      O problema que a alternativa ao jornalismo de """""qualidade""""" (estou falando da imprensa tradicional, como O Globo, daí as aspas), é o turbilhão de bobagens da internet. Só quem tem boa educação formal vai saber filtrar o lixo do útil na internet.

      PS2.: e vou alugar O Gegen die Wand e o "Do outro lado"

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  8. Tony, vc está parecendo uma mulher fruta da vida que se converteu ao evangelismo.

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  9. Eu tenho um truque pra conseguir ler a Folha. Posso dar a dica, Tony? UAHUHUAUA ;)

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  10. Aliás, é tão fácil que não sei como o pessoal do site não se deu conta, ainda...

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  11. Ficar estressado com a pirataria na internet é nadar contra a maré. Acredito que o próprio blog(se não foi este peço perdão) já falou sobre o assunto, o avanço tecnológico é uma via de mão única e só nos resta a adaptação. Netflix tá aí a preço de banana, bandas e cantores estão produzindo música a partir do financiamento coletivo, web séries bombando e assim vamos descobrindo como ganhar dilmas para sobreviver.

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  12. Quem precisa se adaptar ao mercado é o formato e não o contrário. Lei básica do Marketing (enquanto ciência e não no sentido corriqueiro e equivocado que a maioria utiliza o termo). Existem várias formas para os jornais online explorarem a audiência que alcançam e a maioria faz isso, mas eles querem mais, querem também cobrar o acesso à informação. Agora, porque você pagaria para ler algo na internet? Justo na rede onde informação é o que não falta? Cobrar pelo acesso é perder audiência e na internet audiência vale ouro. A Folha é burra nessa estratégia de cobrar pelo acesso, mas pode ficar tranquilo, jamais vai faltar dinheiro para nada, muito menos para pagar o salário de seus coloboradores.

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    1. Já está faltando. Houve muitas demissões na Folha mês passado, inclusive no F5. Fiquei assustado.

      A questão é complexa e ainda não tem uma resposta plenamente satisfatória. Sites como o Daily Beast vivem apenas de anúncios. Já o New York Times está sambando para conseguir cobrar alguma coisa dos leitores online, mesmo darma vivido pela Folha.

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    2. Na internet empresas de jornalismo se fundem com empresas de publicidade, pois uma não vive sem a outra. Esse é o caminho, basta estudar o mercado e encontrar a melhor forma para obter dele o lucro necessário, com certeza cobrar pelo acesso a informação não é o melhor caminho.

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  13. Deve haver uma saída, mas a certeza é que alguém sempre vai sair perdendo. Sinto falta do caderno da Folhateen e da Eqilíbrio. Uma pena. Novos tempos...

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  14. Mas Tony, não é pirataria assistir séries e programas da TV aberta na internet depois que eles já tenham sido exibidos na TV, certo? Afinal, a TV é aberta e não é preciso pagar para ter acesso a ela. A única diferença é que os veremos em outra mídia e num momento diferente. Já aos demais programas da TV fechada, aí tudo bem...

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    1. A rede de TV paga uma licença para exibir um determinado numero de vezes um filme e o valor é projetado no alcance da emissora. Por exemplo se a projeção são 3 milhões de expectadores a rede paga por estes 3 milhões. Em troca eles ganham o dinheiro dos anúncios que irão alcançar estes mesmos 3 milhões de pessoas que assistiram o filme de graça. Quando a TV for exibir o filme novamente além do contratado tem que pagar novamente, só que com o tempo o alcance de audiência de um filme cai e então o valor a ser pago também diminui. Mas enfim, vc exibir de graça na internet um filme mesmo que já tenha sido exibido na TV aberta continua sendo ilegal e violação de direitos autorais.

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  15. Durante muitos anos, como cinéfilo, resisti bravamente à pirataria. Me recusava a comprar DVDs pirata; mas as locadoras foram desaparecendo, o preço do ingresso do cinema foi ficando proibitivo, filmes foram ficando cada vez menos tempo em cartaz (e olha que moro em São Paulo) e fui cedendo à pirataria. Me sinto um grande FDP cada vez que compro um DVD pirata, mas era isso ou abandonar minha grande paixão.

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    1. Vc pode alugar filmes online no iTunes e pela Apple TV, entre outros, com preços acessíveis.

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    2. Catalogo do iTunes só tem blockbuster.
      Netflix virou piada. só tem série.
      Tenho uma lista interminável de filmes que não acho em nenhum dos dois.

      Se o estúdio faz cu doce para liberar o filme, então foda-se. Não vai ver o meu dinheiro.

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    3. Esse é o tipo de revolta que só atinge quem faz o filme alternativo que vc quer tanto ver. Esses filmes já sofrem com falta de capital, e vc reduz ainda mais o retorno sobre o capital investido quando pirateia. Resultado, o financiamento fica mais escasso no futuro pq quem tem o o dinheiro não vai querer emprestar (maior risco, menor retorno). Pode chorar e espernear, mas é isso que dita quem recebe ou não dinheiro da cultura.

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  16. Tony, não seja ingênuo. A circulação de jornais no Brasil só faz crescer. O corte de pessoal nas principais redações tem muito mais a ver com aumento da margem de lucro que com falta de dinheiro em caixa. É verdade que--dê aí uns três anos--a imprensa brasileira passará por uma grande crise, como já passaram a imprensa europeia e americana. Mas não é este nosso momento ainda.

    Mas além do erro fatual no seu post, há o que entendo ser uma discussão moral. Eu não me sinto remotamente culpado ao piratear o que quer que seja. Tampouco me sinto roubado quando vejo um texto meu distribuído gratuitamente fora do site do jornal para o qual trabalho. Afinal, por que o texto que escrevo deveria pertencer ao dono do jornal e não a mim? Não sou eu quem lucra com a distribuição do que escrevo.

    Sinto-me muito mais aviltado quando recebo o salário de merda que me pagam, certamente não condizente com a qualidade do meu trabalho.

    Sei que até agora meu comentário soa simplesmente como um libelo ingênuo contra o patronato. Mas não é. Na verdade, acredito no livre mercado de mídia. Acontece que os jornais brasileiros são medíocres. Eu pago a assinatura digital do New York Times feliz, porque é o melhor jornal do mundo; me dá gosto lê-lo todo o dia. Mas o que a Folha te oferece que o Estadão ou O Globo também não te ofereçam, ou vice-versa? (Claro que existem diferenças entre os jornais--eu acho, de verdade, o jornal em que trabalho o melhor do país--mas são diferenças marginais.) Acho que o NYT, ou a Economist, ou o Financial Times fazem jornalismo que merece ser pago. O jornalismo brasileiro (e aqui trato, sim, das grandes redações, as que de fato fazem jornalismo de qualidade no país) é medíocre. Eu não pagaria (muito) por ele, especialmente se pudesse acessá-lo de graça.

    Quanto aos direitos autorais na internet, acho uma bobagem dizer que é assim, que é assado. Ninguém sabe ainda o que funciona ou não na web. Paremos de ser Cassandra. Só acho que medo de perder o emprego é uma asnice. Eu não tenho medo de perder o meu. O mundo é grande, cheio de troço pra fazer. Se o jornalismo não der certo, vou achar outra coisa que goste de fazer e que faça bem. (Me estranha um cara talentoso como você, que já teve uma pá de experiências profissionais diversas, falar em medo de perder o emprego.) Além do mais, sempre haverá demanda por informação de qualidade, bem apurada e bem divulgada. O jornalismo certamente não morrerá. Fazer jornalismo nunca foi fácil. É caro e ninguém está (nunca esteve) disposto a pagar muito por ele. É uma questão de tempo até acharem uma nova fórmula viável de se fazer jornalismo.

    Enfim, não me sinto obrigado a dar dinheiro para os distribuidores que basicamente lucram com o trabalho alheio, seja no jornalismo, seja no consumo de arte. Os artistas talentosos o suficiente (e os jornais bons o suficiente) para isso já encontraram uma forma de ganhar dinheiro na internet (no caso do jornalismo, vide The Economist). Os que não são talentosos para isso... bem, sinto muito. É a lei do livre mercado.

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    1. mas vc já recebeu por elequando aceitou salário ou qq ourto tipo de pagto, oras. entao o texto é do dono e não será seu nunca mais, babaca.é um zé povinho raivoso, sei nao.

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    2. Anônimo zé povinho raivoso, por gentileza vá primeiro aprender a escrever, depois aprender a argumentar, e só então você volta pra criticar o melhor comentário desse post. Obrigado.

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  17. Tony, você poderia ganhar algum dinheiro com o seu blog, se utilizasse publicidade nele. Existem formas elegantes de anúncios e sistemas de afiliados que não poluem visualmente, bem como formas de divulgação para atrair um número maior de leitores, o que é fundamental para a monetização do seu blog. Creio que você tem potencial para ganhar uma boa grana com o seu veículo. Na própria internet tem material vasto sobre esse tema e sobre novas alternativas interessantes que surgem a todo momento.

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  18. Tony, eu sugiro que você simplesmente ignore comentários de pessoas que misturem frases em inglês com o português como fez o anônimo chatonildo. Para mim isso deixa claro o nível de tais pessoas, para que perder tempo com eles?

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    1. Mas o chatonido que mistura inglês e português sem acento é hilário! Tem até fortuna, e em sterling pounds,vejam só. Fico imaginando a cara dessa pão com ovo que fez curso no Fisk. Ah, mas ela é cheia de "ideas", e as vende a preço de ouro.

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    2. Huahaahahah, vcs me matam, uma bee contra outra a favor, isso aqui tá do jeito que o Encardido gosta!!

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  19. Tony, lamento, eu me acostumei a não pagar pelo entretenimento e pela informação e assim vou continuar. Imagina, pagar para ler reportagens! As tv's abertas faturam alto e os jornalões estão contando moedinhas? Conta outra. O negócio é o mesmo, o veículo que é outro. Se do jeito que está, está difícil, volte para o colo quente da mamãe!

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  20. Eu acho que o modelo Netflix é uma boa solução para o caso.
    Pesquisas comprovam que a pirataria diminui sensivelmente em locais que possuem muitos assinantes de serviços de streaming.
    Porém esse modelo só funciona se for barato. A mensalidade da Netflix é irrisório perto do que ela oferece.
    O modelo pode ser adaptado para jornais. Paga-se uma assinatura (que tem ser irrisória) e oferece-se acesso total. Desconheço se os grandes jornais e editoras já não o fazem.
    O problema é que ninguém está disposto a oferecer algo mais barato.
    Netflix meio que mostrou o caminho: ofereça muito, por um preço pequeno, e todos irão aderir. Apple e Google já perceberam isso e oferecem aplicativos a preços módicos. A indústria do cinema, fonográfica, editoras, jornais e TVs precisam seguir o mesmo modelo.
    O público está disposta a pagar. Mas tem que ser pouco. E de fácil acesso. Netflix está se tornando algo grande dessa maneira.

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  21. Certa vez ouvi numa palestra que o lucro de jornais não é pela venda de jornais (seja impressa ou virtual) e sim por causa dos anunciantes, se essa história for verdade, a pirataria seria só uma desculpa pra demissão, acha que pode ter alguma verdade nisso Tony?

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    1. Nenhuma publicação se mantém só com a venda. Mas se a venda cai, os anúncios também caem.

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    2. Exatamente Tony. Quanto maior a audiência, maior o valor do espaço publicitário, por isso é uma estratégia burra um jornal online cobrar pelo acesso e diminuir a própria audiência, que é o seu maior ativo.

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  22. Nossa, tanta gente defecando através das mãos aqui, que prefiro nem comentar.

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    1. Para de frescura, João, vem defecar com a gente. Amamos sua diarréia verbal!

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    3. Larga mão de frescura, avatar de via láctea, quem nunca defecou pelas mãos durante um chuca apressada? Huahhahaha, amo-te cada dia mais e mais

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    4. Nossa, tô com uma ~legião~ de fãs

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  23. Tony, essa discussão precisa ser mais qualificada. Não é necessariamente verdade que as pessoas perderiam seus empregos ou que o mesmo público que baixa música, filmes e livros deixa de comprar por isso. Como consumidora voraz de livros acadêmicos, te digo que baixo e compro, dentro e inclusive acima das minhas possibilidades financeiras. Eventualmente, uma atividade estimula a outra: se baixo um livro que me agrada, logo quero comprá-lo, mesmo que a prateleira já esteja cheia. Não me importa também que o façam com meu livro: nunca ganhei nenhum centavo por ele, me sustento com meu trabalho de pesquisadora e professora e talvez esteja aí também a diferença de lançar um livro com uma perspectiva acadêmica que é diferente de uma perspectiva comercial. Quero mais que leiam.
    Esse é um exemplo específico e pessoal, mas atente que os mesmos argumentos gerais contra pirataria são usados para impedir que os alunos possam tirar cópias de livros nas universidades, que considero francamente um absurdo.
    Ainda, como você sabe se quem baixa a série ou o filme consome menos por causa disso? Já pensou que o impedimento ao livre acesso pode simplesmente resultar em nenhum acesso? É um erro ver relação direta entre baixar e não comprar. Ao invés de lutar contra o inexorável, é o caso de pensar maneiras de remuneração alternativas e mais justas. Os custos da empresa também diminuem com a digitalização. Há muitas formas de remuneração possíveis ainda não testadas, inclusive uma que propõe taxamento automático de pequenas quantias na banda larga para download, remunerando a indústria cultural. Veja aí: http://blogs.estadao.com.br/tatiana-dias/compositores-canadenses-querem-taxa-para-legalizar-o-p2p/
    Parece maluquice, mas se ao invés de pensar possibilidades as pessoas ficarem se lamentando nada vai surgir - em prejuízo dos próprios produtores culturais e intelectuais. A indústria cultural vai ter de se reinventar em alguns aspectos, é simples assim.
    Tenho um amigo que trabalha com isso, veja a entrevista (estranhamente está num portal religioso, mas o conteúdo é livre, né...? daí, a gente pode compartilhar, pois há outro artigo na folha, mas de acesso limitado): http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=41&cod_noticia=13928
    Enfim, não estou dizendo que é o seu caso, mas há um mimimi e tendência puramente repressiva nesse assunto que deveriam ser substituídos por uma análise mais racional e transparente dos termos do problema.
    Um beijo!!!

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  24. Tony, faça seu "mea-culpa".
    Obrigado.

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  25. Sim, ele rouba. E qdo o cara diz isso é meu, qdo ele diz que existe propriedade privada ele não tem de usar a violência para tornar isso possível? Um rouba, outro violenta. O mais forte vence. Horrível, né? Mais horrível qdo isso só pode ser realizado por um lado.

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  26. Isso é mercado! Alguns perdem, outros ganham. A indústria fonográfica, as editoras, os jornais, todos esses estão perdendo? Sim, mas outros, os que souberem se adaptar vão ganhar. É assim. Para não ser assim, temos de acabar com o capitalismo. Quem é contra a pirataria, na verdade está simplesmente, e isso é totalmente justificável, defendendo os interesses próprios. Nào vamos cair em julgamentos morais (certo/errado). Não é! No capitalismo, ganha o mais forte, o mais esperto, não o mais "bonzinho" (e bota aspas nesse "bonzinho").

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  27. Ridiculamente hipócrita! "pois virei roteirista e quero garantir meus dividendos"!?!?
    Cara vc não ter vergonha de escrever isso não!?

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  28. Desenvolvedores web têm que tomar vergonha na cara e estudar conceitos básicos de segurança. Qualquer paywall que deixe o controle na mão do usuário (client side) está fadado ao fracasso.

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