sexta-feira, 26 de julho de 2013

CINEMA DE ARTE

"Renoir" é um dos filmes mais bonitos do ano. Também é leeento pacas, quase tanto quanto um quadro sem movimento. O diretor Gilles Bourdos reconstrói as cores luminosas das telas do pintor, e os enquadramentos são quase todos deslumbrantes. Mas que ninguém vá ao cinema esperando uma história mirabolante. O roteiro se passa num dos últimos verões de Pierre-Auguste Renoir, quando ele já não andava nem tinha firmeza nas mãos. A chegada de uma jovem modelo não causa exatamente uma revolução: é só mais uma que vai acabar se transformando em criada, como muitas outras. Aí um dos filhos do artista volta da guerra e as coisas se apimentam um teco. Este filho é Jean, que se tornaria um dos cineastas mais importantes de todos os tempos, e a cena em que ele projeta um filminho para o entorno familiar é até emocionante. Mas emoção em estado bruto não está na paleta de "Renoir". O prazer do filme vem da observação das pinceladas, do sol que se transforma em tinta e da pele macia das moças em poses lânguidas.

4 comentários:

  1. Ninguém nem pra dizer que tem Renoir na parede da casa da avó?

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  2. Maldita!
    Não é avó é vovó.

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  3. Nossa só tem moças de pele macia em poses lânguidas, cadê hômi transpirando testosterona p/ ganhar nosso dindin na bilheteria do cinema?

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