sábado, 27 de julho de 2013

ABRINDO A CARTEIRA

Está fazendo sucesso nas redes sociais uma lista com "0s Sete Erros Comuns em Relacionamentos Gays". O primeiríssimo no ranking é o relacionamento aberto. Certamente que este tipo de relação não é para todo mundo, mas acho que há um ranço de moralismo em apontá-lo como a falha mais grave que um casal gay pode cometer. Conheço alguns casos bem-sucedidos: um deles é o do escritor Fabricio Vianna, que é tão empolgado pelo assunto que está até produzindo um documentário a respeito. Fabricio tem até o dia 20 de agosto para arrecadar os R$ 8.000,00 em que orçou seu projeto (se a meta não for atingida, o dinheiro é devolvido aos doadores). Interessados em contribuir devem clicar nesta página do site de crowdfunding Catarse. Com apenas 30 reais, seu nome já aparece nos créditos do filme. Então vamos todos abrir, nem que seja só a carteira.

33 comentários:

  1. Passei por todos os tipos de relacionamentos, quase todos acima de 6 anos. Sou liberal e ateu, então ... Em todos os relacionamentos fui traído e traí. Moro em SP. Cada esquina uma tentação. Se mora nos sertões é mais fácil ou mais difícil. Não existe receita de bolo ou fórmula mágica para nenhum tipo de relacionamento! Assistam o filme argentino Dos Más Dos. Estou solteiro e adoro estar solteiro. :-)

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  2. Coisa mais heteronormativa

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  3. Achei a lista bastante estúpida e ingênua, parece ter sido escrita por um adolescente. Tratar relacionamentos abertos como um erro é bastante desrespeitoso e prova de ignorância. Se é contra não tenha um mas não diga pras pessoas que vivem em relacionamentos assim que a maneira que elas escolheram pra se relacionar é errada, ninguém tem esse direito. É bem distinto um texto que discute o motivo pelo qual o autor não adota determinado modelo de relacionamento de um texto que simplesmente fala mal.
    Um documentário que abrisse a mente das pessoas pra outras maneiras de viver a vida, não pra converter ninguém por que não é isso que importa, mas pra informar e diminuir o desrespeito e ignorância seria muito bem vindo.

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  4. Doei. Sou da teoria de que quer trair, trai discretamente, prefiro nem ficar sabendo, pq quando fico perco a cabeça.

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  5. "...relacionamentos abertos estão sempre fadados ao fracasso uma vez que quando houver problemas entre os dois, eles serão resolvidos com uma terceira pessoa."

    O problema do texto é que ele pressupõe que um relacionamento aberto englobe uma terceira pessoa como parte da relação, e não somente como uma foda esporádica. Os casais que conheço que tem relacionamento aberto não se envolvem platonicamente com os terceiros elementos.

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  6. Esse texto é mais uma coisa messiânica, de gente que acha que gay que é bom é o gay heteronormativo. Affão pra eles.

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  7. Em outras palavras, cada caso é um caso. Tem pessoas que querem viver poligamicamente, por que proibir? Tem gente que funciona monogamicamente. Tem gente que funciona com um sexo esporádico.

    Tentativas de criar regras são fadadas ao fracasso, isso sim. Além de gerarem tristeza, frustração, sangue.

    Bjs do João

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    1. Suzette Nas Horas Vagas28 de julho de 2013 14:39

      Até que enfim avatar de via láctea, vc falou algo de precisão cirúrgica e deu bola dentro, aff quem disse que milagres não acontecem, teria sido esse fenômeno uma atribuição à presença do santo daddy chicão no pau brasil? I hope so.

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  8. Cansado de ver gente achar possível que a complexidade do que vem à tona na aproximação/intimidade/prazer mútuo entre pessoas adultas possa ser remotamente descrito em uma lista com 10, 15, 20 ou um milhão de regras.

    As pessoas parecem ter uma abstinência de mandamentos quaisquer. E olha que dos 10 mais famosos, alguns os há de alguma relevância social (não matar, não roubar e alguns poucos outros).

    Primeiro que ninguém tem que ter relacionamento. Aliás, ninguém TEM que ter nada. E se tiver, com um, com dois, com quantos sejam, poderá ser do modo como quem participar descobrir, destemidamente, livremente, como melhor atender as necessidades e os projetos de vida de cada um.

    Monogamia, coisa pequeno-burguesa como valor, não necessariamente como prática.

    No início dos anos 70, os movimentos homossexuais (ainda não se os chamavam LGBT-Q)exploravam em discurso e em prática as possibilidades que se abrissem além do modelo heteronormativo/monogâmico/judaico-cristão. O advento da AIDS foi terrível, além da questão de saúde, por associar a multiplicidade de parceiros a um maior risco de contrair o vírus (o que levou muita gente a cair na armadilha de ter sexo desprotegido ao se fixar em um parceiro).

    Mais fácil é cagar regras e encontrar quem consuma esta merda. Difícil é se lançar na vida e no outro como de fato é, no escuro, tateando o que pode ser, descobrindo a dor e a delícia dos amores possíveis, como adultos livres. Para isso é preciso exercer em si e com o outro a liberdade. E ter coragem.

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    1. Flávio,



      Gamei!

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    2. Último parágrafo tá do grandiosíssimo caralho!!

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  9. Minha opinião sobre o assunto já mudou umas 20 vezes. Hoje sou a favor, mas entendo que ambos têm que estar de pleno acordo MESMO (muitas vezes, um permite, mas com um pinguinho de ciúme, aí isso vai corroendo a relação).

    Hoje, acho até que os HTs podiam aprender com essa "tendência" gay (digo tendência porque vejo os casais gays aceitando com mais naturalidade).
    O mundo seria menos tenso se as pessoas fossem mais desencanadas com isso.

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  10. esse fabrício viana não tem perfil no disponível, com o namorado, pra ménage?

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    1. Sim, tem perfil em vários sites pra sexo a 3 e bare.

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    2. Pensei que no blog havia um mínimo de bom senso pra publicação de comentários. Bixa maldita fazendo comentário não dá...

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    3. Suzette Nas Horas Vagas28 de julho de 2013 14:44

      Vc tá muito puritano, sossega que sempre foi assim mesmo, todo gay é maldito, todo LGBT é outsider, incompreendido desde tenra infância, esse papo de que é aceito e respeitado salve-salve não cola mais p/ ninguém, deixa a gente desaquendar o que pensa, bee, se Tony quiser ele stoppa numa boa.

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  11. Tem um garoto de programa Alan Souza que lançou livro e em seu blog www.alansouzagp.blogspot.com posta seus atendimentos com clientes, super interessante confiram!

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  12. Abro a carteira e o que mais ele quiser... Relacionamento aberto é a desculpa que evanjas tem p/ nossa demonização sistemática 24h/ dia 7 dias/semana, que somos mesmo pervertidos e não entramos em relacionamentos por amor coisa nenhuma é sempre a luxúria demandando mais e mais corpos... e por aí vai, não concordo mas entendo a cabeça deles realizando 'relações abertas' no segmento LGBT. Vai demorar p/ equiparar nossas uniões, culturalmente falando.

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  13. Essa lista foi escrita por alguém que nunca teve um relacionamento longo. É sempre assim. A bicha vive naquele mundinho (west hollywood ou chelsea), só conhece outras pessoas que acham que relacionamento é conhecer alguém no bar e trepar três vezes. Depois saem vomitando besteiras sobre relacionamento. Parece artigo da Cosmo/Nova.

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    1. Suzette Nas Horas Vagas28 de julho de 2013 14:48

      Relacionamentos longos estão em extinção tb no matrimonia hetero, média caiu de dez para seis anos a duração de sexo papai-mamãe 2x semana + estresse profissional + cachorro + filhinhos, tá vendo p/ alguma coisa serve COSMO/NOVA?

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    2. Podem estar em extinção, mas isso não qualifica alguém que nunca esteve em um para escrever sobre o assunto.
      A duração média pode ter caído, mas como em toda amostragem, 50 por cento está acima dessa média, portanto nada desprezível. Cosmo/Nova continuam despejando lixo na minha opinião.

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  14. Esse texto é o manual do "gay coxinha".

    Ou do casal de gays sem graça de alguma novela da globo. Relacionamento aberto funciona desde de que os papeis estejam bem definidos. O terceiro, quarto ... não faz parte do relacionamento, e a rotatividade é alta. O fato da relação ser aberta não quer dizer que não existam regras.

    E a possibilidade de qq um dos envolvidos conhecer outro e se apaixonar é real em todo relacionamento, aberto ou fechado.

    Se isolar em uma relação (que vc acha ser - sic)monogâmica não é garantia de amor eterno.

    Acorda alice.

    em tempo, adoro debater sobre relacionamentos gays. Me sinto muito Carrie Brasdshaw. Bem gay!

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  15. Suzette Nas Horas Vagas28 de julho de 2013 14:51

    Carrie Bradshaw não sobreviveria a dez dias de vida gay no brasil, depois de levarem o décimo-quinto loubotin dela num assalto relampago ou ainda quando sofresse arrastão num restaurante prafrentex que ela fatalmente frequentaria se morasse por essas bandas, huahahahah.

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    1. Prafrentex?????? Nossa, entregou a idade, né fofa? Nem minha mãe fala mais isso.

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkk...

      verdade.

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    3. Suzette Nas Horas Vagas31 de julho de 2013 20:00

      Entreguei? E vcs duas são o que? Duas frutinhas apetitosas que não vão apodrecer nunca jamais? Ah tá...

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  16. odeio essa palavra HETERONORMATIVA, observando amigos heteros vejo que são poucos os que não traem, os homens nem precisa falar né?! já as mulheres às vezes ficam só na traição platônica, se envolvem emocionalmente, mas...tão traindo. outro dia revi um casal que conheço desde os 17 anos, hetero, que adooora um menáge, juntos, super felizes. "heteronormativo" então seria se juntar, casar?? pq até hoje a quantidade de gays que consegue ultrapassar a barreira dos 2 anos não é a maioria. as pessoas esquecem que viver junto(o companherismo) é uma coisa natural, animais fazem(em bando), gente também; ninguém vive isolado no meio do nada, e a união entre duas pessoas parte disso aí.
    acho que relacionamento aberto funciona para determinadas pessoas, como funcionou para o casal ht que conheço, gente que tem a libido mais acentuada e principlamente é mais d.e.s.a.p.e.g.a.d.a, mas não funciona para a maioria, na balada é fácil vc ver quando um relacionamento está indo por água a baixo: começa a pegação a 3/4/5. e discordo completamente de quem falou que em relacionamento aberto os papéis são determinados, e não há envolvimento, uma hora vai sim rolar uma química, uma novidade que não seja apenas o corpinho desconhecido.
    eu sou completamente contra relacionamente aberto, quer trair? é por desejo fisiológico? faz que nem outro "desejo fisiológico" tranca a porta e faz escondido.
    dia desses me mostraram numa balada um "casal de três", dois com seus 50's e o terceiro com 20 e poucos. na boa, me deu vontade ir lá e falar "vamu ser homi e acabar com essa palhaçada?! separa logo porra!"

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    1. Ah claro... traição e mentira são a melhor forma de ter um relacionamento. #SQN

      A verdade é que é necessário conhecer muito bem seu parceiro, em um nível de companheirismo que a maioria das pessoas não alcança.

      Acredito que os papeis da relação aberta tem que estar bem definidos, sim. Há coisas que não serão compartilhadas com todo mundo: companheirismo, lealdade, senso de familia...

      Sem precisar mentir e esconder nada. Porque é a mentira que fode com tudo. E como diz a minha mãe "mentira tem perna curta"

      Em tempo, respeito seu ponto de vista (só não queria ser seu namorado.rsrsrsrs)porque relação é qui nem cu, cada um sabe do seu.

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    2. não tô fazendo apologia à traição não meu querido, mas infelizmente não conheço nenhum casal, de heteros, gays ou lésbicas onde nunca tenha rolado uma traição(zinha), ainda que tenha gente que tenha o disparate de dizer que "aquilo" não foi trair. muito menos indico alguém para o 'posto' de meu namorado, pq se eu descubro é babado, confusão, gritaria e tiroteio... e murro nas fuça na certa!kkk

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  17. Já vivi isso. 2 vezes. Tô fora. Admiro quem consegue, conheço um monte de gente que vive assim numa boa.

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  18. Não é fácil viver nesse meio

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  19. Já leu a entrevista do Papa, Tony?
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1318313-se-uma-pessoa-e-gay-e-busca-deus-quem-sou-eu-para-julga-lo-diz-papa.shtml

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  20. É até difícil fazer um comentário sobre esse tema sem utilizar expressões que mal consigo escrever de tão caretas que soam, como fidelidade (que coisa mais canina né?) ou traição ( parece drama mexicano). Desisti de namorar quando percebi que não existia relação gay monogámica (outra expressão megaultrapassada). Hoje observo alguns casais amigos que conseguem lidar bem com a possibilidade constante do parceiro sair com outro cara, que se divertem com aventuras sexuais com um terceiro ou saem juntos para lugares de pegação. Eles tem regras, tudo funciona bem e o casamento não se abala com essas coisas. Eu apenas observo. Hoje aos 32, tenho uma visão bem menos moralista da que tinha aos 25 quando desisti de namorar, mas ainda prefiro ficar solteiro, basicamente porque sou ciumento demais para aceitar essas possibilidades, sem sofrer com isso. Espero aprender a lidar melhor com o meu ciúmes, porque namorar faz falta para qualquer pessoa.

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