terça-feira, 7 de maio de 2013

UMA MULHER JOGADA FORA

Quem lembra do final de "Camille Claudel", com Isabelle Adjani? Depois de dizer perseguida pelo ex-amante Rodin e dar vários vexames públicos, a escultora era despachada pelo próprio irmão para um asilo de loucos. Passou os 30 últimos anos da vida internada, sem a chance de exercitar seu talento. Hoje Camille talvez fosse considerada esquizofrênica ou bipolar, e sua condição talvez pudesse ser controlada com remédios. Deu azar de nascer numa época errada, em que moças inconvenientes eram tiradas de circulação sem mais nem menos. Agora sua história triste ganha um novo filme, justamente sobre o período em que esteve presa (esta é a palavra). "Camile Claudel 1915" traz Juliette Binoche no papel título, com uma interpretação que provavelmente será coberta de prêmios. O ritmo é seco e muitas cenas são dificílimas de se assistir, mas é inevitável pensar na maneira complicada como ainda lidamos com as doenças mentais. Conheço tantos casos piores que o de Camille Claudel...

2 comentários:

  1. deus pai ... sair de casa pra ver uma desgraceira dessas .... nem morrrrta atrás.. da porrrta..!!!!!! quero ser bambi.. e tão feliz!!!!!!

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  2. Juliette Binoche é maravilhosa, não? Quero muito ver esse filme.

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