terça-feira, 7 de maio de 2013

PC DO B

Vivo, PC Farias encarnava muito do que o Brasil tem de ruim: o corrupto quase ostensivo, que se gabava de seu poder escuso e da certeza de impunibilidade. Morto, PC se tornou o centro de uma trama emblemática do pior do nosso país. O mistério que envolve o assassinato dele e da amante nem é tão misterioso assim, mas não há provas concretas: só suspeitas e medo. O julgamento dos quatro seguranças que deveriam protegê-lo, inacreditáveis 17 anos depois do crime, testemunha a morosidade da nossa justiça, a impotência dos nossos promotores e a permanência indecente das estruturas arcaicas na política do Nordeste (e não só lá, infelizmente).

9 comentários:

  1. Quem está por de trás deste crime é o irmão dele, é só olhar a cara dele e a ganância dele por dinheiro, é só assistir as reportagens antigas, esta família é um mar de lama, e quem deve saber muito é a Roseana deslumbrada que recebe pensão alta do deslumbrado do collor e fica calada ela não é besta!!!! Ele o collor deve ter dado muito dinheiro em troca de voto, voltou ao poder!!!! Este País sempre será assim, quem tem muito dinheiro é quem manda, e ainda tem o poder de concessão de rádios e jornais e emissoras, sobretudo no NE.

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    1. Caro Anônimo das 19.45,
      Desta vez Roseane é inocente. Nas outras oportunidades ela será certa e inevitavelmente culpada, pois quem tem aquele pai não degenera, já nasce degenerada.
      Você deve se referir a Dona Rosane, aquela inesquecível Primeira Dama que, mais do que nenhuma outra, esteve à altura da cultura, sofisticação e política brasileiras [mas nunca usou maiô branco com estrela vermelha na barriga, até por que usava fio-dental].
      Exemplo de mulher, ela deixou de ser macumbeira e hoje é evangélica. Aleluia!

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  2. Julgar os seguranças por omissão é um tiro no escuro. Quase uma forma de mostrar trabalho. Nem o Estado é responsável civilmente por todas as pessoas que morrem vítimas da violência.

    Mas que a morte dele foi queima de arquivo, foi.
    Quando eu digo que esse país ainda tem "forças ocultas"...

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  3. Gente, mas porque demorou tanto? Perdi essa parte

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  4. E a pataquada do laudo do Badan Palhares? Era criancinha e mamãe já me dava toda letra dessa história toda.

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  5. Lembrando que em quesito morosidade, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - um dos piores do Brasil nesse ponto - não fica para trás. Basta ver o julgamento recente dos policiais do episódio do Carandiru. Só que ninguém fala por conta da importância política de SP, que acaba se refletindo no judiciário. Mas que é triste, é. Ah, tem outra coisa...SP acaba se "blindando" em desculpas fundamentadas no seu tamanho. Só que se você calcular o número de desembargadores em SP, o problema é ineficiência mesmo. Demorar 5 anos (ou mais) para julgar um recurso é algo vergonhoso. Claro que não é só em SP, mas como supostamente as coisas são melhorzinhas no SE-Sul, alguém tem que explicar isso aí.

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    1. Comprovado, a biba acima morre de inveja de SP. Que karma, não perde uma oportunidade de linchar nossa cidade/estado.

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    2. Não é inveja, Alvaro. É insuportável discutir com gente de SP por isso. Só tem que fazer elogios; criticar não pode, senão é "inveja". É vergonhoso - VER GO NHO SO - o judiciário de vocês. Posso dar um exemplo? O Tony perdeu a mala dele na Europa. No Rio, onde existe uma cultura de judicialização (tão necessária no nosso país), certamente ele teria entrado no dia seguinte ao seu desembarque no Brasil na justiça. Em SP, onde o judiciário é um lixo, não existe essa cultura. Até existe o Procon (que não faz parte do Judiciário), que é forte, mas o Procon não fixa danos morais, então para esse tipo de situação é inócuo. Não é inveja; é compaixão por gente que não tem a Justiça do seu lado. Fico triste ninguém falar sobre esse assunto. Se eu realmente tivesse inveja de SP, comemoraria esse fato. Fico triste por um estado tão rico e relevante não conseguir ter um poder bem estruturado.

      Bjs e abraços

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    3. João, tenha calma, os paulistas têm autoestima periclitante. Mas também, até meados do Século XIX, só falavam a Língua Geral...

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