sexta-feira, 31 de maio de 2013

CEILÂNDIA, LOTE 14

Fui ver "Faroeste Caboclo" sem conhecer direito a letra da música em que o filme é baseado. Eu já tinha desencanado do Legião Urbana quando eles gravaram a canção, e minha cota de épicos russianos tinha sido mais do que preenchida com "Eduardo e Mônica". Por isto, fui para o cinema em estado de semi-virgindade - só sabia o que acontece com o protagonista no final. Mas nem isto foi grave, pois o desfecho é revelado logo na primeira cena do filme. Então assisti a tudo sem saber da história, e sem ter passado anos imaginando como ela renderia na tela. Também não senti falta de nada, muito pelo contrário. "Faroeste Caboclo" é aquele raro filme brasileiro onde tudo funciona, do roteiro enxuto à fotografia e edição primorosas. Os atores também estão todos ótimos: Fabrício Boliveira tem tudo para se tornar um grande astro, e Felipe Abib vai surpreender quem só conhece por pequenos papéis na TV. O que prova que ninguém precisa ser fanático pelo Legião para gostar desta ótima adaptação. Eu não sou, e gostei.

5 comentários:

  1. Tony gostando de algum filme? E ainda é nacional? Não vou perder meu tempo, deve ser um saco!

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  2. Ao contrário, justamente por você ter elogiado é que vou assistir. Vc não é de ficar elogiando qualquer coisa.

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  3. Para quem não sabe Ceilândia é uma cidade satélite de Brasília.

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  4. Eu sou da fase que vc era meio que obrigado a saber a letra de Faroeste Caboclo pra se integrar ao grupo. Depois enjoei de uma tal forma que, quando tocava na radio, eu mudava de estação. Mas estou com vontade de ver o filme. Ao contrario de vc, vou "desvirginado"... Hehehehe

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    1. Eu também sou da geração Crico e não tenho sce nem para os 9 minutos da música. Que dirá pra duas horas de filme.

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