sexta-feira, 3 de maio de 2013

A RAINHA DESENXABIDA

Maria Antonieta é um personagem do qual o cinema nunca se cansa. Um novo filme sobre a rainha aparece a cada seis ou sete anos, talvez por ela ter sido uma figura histórica que vivenciou quase tudo - do fausto mais opulento ao sofrimento mais atroz. "Adeus, Minha Rainha" conta só um pedaço da história, e do ponto de vista da leitora particular da soberana. É uma das atrações de mais um Festival Varilux do Cinema Francês, e deve entrar em cartaz normalmente em breve. Também é uma obra austera, sem nada da féerie visual do "Maria Antonieta" de Sofia Coppola. Quase toda a ação se passa nos aposentos privados do palácio de Versailles, que aparecem pobrinhos e até mesmo sujos. Cenários e figurinos também não são de encher os olhos, uma raridade neste tipo de filme. Ainda assim, "Adeus, Minha Rainha" ganhou os prêmios César nessas categorias, talvez por falta de concorrência. A história conta como essa criada tão íntima da monarca acaba se decepcionando justamente por ter sido tão fiel a ela, e lança mais do que uma suspeita sobre o possível lesbianismo de Antonieta. Mas o roteiro é tão lacônico que eu fiquei com a sensação de que o livro deve ser melhor, e o visual tão simples que o orçamento da produção não deu para muito.

Um comentário:

  1. Ah eu gostei, bem interessante, mas gosto muito deste filme no Clássico em preto e Branco da Metro, se não me engano, é de arrepiar só em imaginar tamanha quantidade de cabeças rolando naquele tempo!!! Bastava ter uma mínima ligação com a nobreza e já era!!! Credo!!! Se bem que em BSB lá na frente do congresso tem espaço de sobra pra isto e o que não faltam são as cabeças dos canalhas do congresso o 2º mais caro do Mundo em despesas!!!! Pra nada!!!

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