quinta-feira, 11 de abril de 2013

TRADIÇÃO E RUPTURA

A maioria dos turistas desavisados acha que Istanbul se resume à área de Sultanahmet, onde se concentram as atrações mias populares, e pouco mais. Mas a cidade tem um lado contemporâneo que não para de crescer, com hotéis boutique, lojas de design e restaurantes prafrentex. A peça mais vistosa dessa coleção é o museu Istanbul Modern, que fica bem às margens do Chifre de Ouro e tem uma vista de tirar o fôlego. Tão formidável quanto seu acervo: um panorama da arte moderna da Turquia desde o final do sultanato, além de algumas obras internacionais. Impossível não pensar nos modernistas brasileiros, com quem os colegas turcos têm semelhanças e diferenças marcantes. Enquanto que Tarsila e sua turma queriam romper com a Europa e descobrir uma expressão autenticamente tupiniquim, os artistas daqui, num primeiro momento, queriam se europeizar. Não havia a figura do pintor independente durante a maior parte do Império Otomano, muito menos mercado de arte. Mas depois dessa fase, os turcos também contróem uma linguagem própria, e o resultado é tão variado e de boa qualidade como o de outros países periféricos. O Istanbul Modern pode ser visitado virtualmente aqui, em seu site.

3 comentários:

  1. Vc errou ao dizer que nao havia mercado de arte. Sempre houve mercado de arte na historia da Turquia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quando eu digo "mercado de arte" quero dizer galerias, artistas independentes, quadros, essas coisas. Comércio de objetos de arte existiu na Turquia desde os tempos dos romanos.

      Excluir
  2. Por afor.Divulgue isso no seu facebook e blog. Estamos atras deste neonazista que fugiu de bh para americana

    http://www.facebook.com/photo.php?fbid=359224884188064&set=pb.358286597615226.-2207520000.1365733998&type=3&theater

    ResponderExcluir