terça-feira, 30 de abril de 2013

A CONTA-GOTAS

Fiquei quase um mês sem ir ao cinema. Quando finalmente voltei a uma sala, foi para ver um filme marromeno: "Thérèse D.", do recém-falecido diretor francês Claude Miller. Ele nunca fez nada de que eu gostasse muito, mas fui ver assistir a usa última obra por causa do pedigree e do elenco: baseado num romance de François Mauriac, estrelado pela graciosa Audrey Tautou. A princípio, achei que ela estivesse mal escalada. Audrey ficou famosa por sua sorridente "Amélie Poulain", e aqui ela faz uma mulher que chega a ser seca de tão prática. Depois percebi que se trata mesmo de uma boa atriz, mas é difícil empatizar com a personagem. Thérèse, de uma família rica do sul da França, se casa com um vizinho mais para juntar as duas propriedades do que qualquer outra coisa. Logo se desencanta com o marido e resolve matá-lo, superdosando as gotas do remédio para o coração que ele toma todo dia. Contando assim parece um escândalo passional à la "Madame Bovary", mas nenhuma grande emoção é escancarada na tela. "Thérèse D" não chega a ser enfadonho, mas, para minha rentrée, preferia ver algo mais excitante.

Um comentário:

  1. Tony, baixei Any Day Now, sobre um casal gay que luta pela custódia de um adolescente nos anos 70. Já assistiu?

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