quinta-feira, 28 de março de 2013

TIME IS ON MY SIDE

A Suprema Corte dos Estados Unidos começou a julgar esta semana a constitucionalidade do casamento igualitário no país - ou melhor, a das leis que proíbem o casamento igualitário. O veredito só deve sair em junho, mas grande parte da mídia já está dizendo que ele nem importa mais. A capa dupla da revista "Time" é exemplar. Desde que o presidente Obama se declarou favorável aos direitos iguais no segundo semestre do ano passado, a coisa virou uma bola de neve, com cada vez mais artistas e políticos declarando apoio explícito. Até o partido Republicano já percebeu que precisa rever suas posições, depois que levou uma tunda dos jovens nas últimas eleições. Enquanto isto - lá vou eu com mais um triste "enquanto isto" - aqui no Brasil a TV ainda mostra gente dizendo que preferia ver o filho morto ou preso do que gay. Mas ainda resta uma esperança. Acho que Marco Feliciano realmente só ganhou projeção com esse escândalo em torno de seu nome e que já está mais do que reeleito, mas o episódio também serviu para acordar quem prefere um país laico. Os fundamentalistas estão tomando de assalto nossas instituições, com o apoio sorridente do PT. A CCJ aprovou a absurda proposta que permite às igrejas decidir pela consitucionalidade de novas leis: espero que o Senado derrube-a, ou que a covardona da Dilma a vete. Aliás, que decepção essa nossa presidenta, hein? Política inábil, má oradora, gestora incompetente e durona só da boca para fora. E aê, querida?

11 comentários:

  1. isso é uma proposta de emenda à constituição. não passa pela sanção/veto da Dilma. O congresso vota duas vezes com quorum qualificado e se passar, é promulgado.
    Mas no meu entender viola cláusula pétrea e o STF teria o bom senso de barrar, já que o rol de legitimados a propor ADIns é bem restrito (e ainda exige pertinência temática para alguns dos legitimados). Se as igrejas são livres pra cultuar o que quiserem, como podem querer ter o direito a questionar uma lei num estado que segue princípios de ordem legal, e não religiosa?

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    1. Caso promulgada, isso faria do Brasil uma teocracia, correto?

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    2. Seria um privilégio que outros tipos de associações não têm. o rol de legitimados é restritivo. Se o constituinte quisesse, teria posto isso no texto original de 88.

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  2. duas coisas, a bancada religiosa e a bancada agricola, simplesmente isso atrasa o crescimento moral e economico
    o governo dependente dos grandes, sendo os grandes agricultores reis da economia, e os religiosos regentes da opniao publica
    essa e a dependencia do brasil
    so conseguiremos poder nos unindo, sou a favor da diminuiçao de enburrecimento das bee, somos cobrados por tudo, vamos nos cobrar mais conhecimento assim que a vida muda
    knowledge is power!

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  3. EPIC WIN: "Política inábil, má oradora, gestora incompetente e durona só da boca para fora".

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  4. É, melhor seria o Serra/Malafaia. Não é, Tony?

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  5. Reação ao ver as capas: dançando, dançando, dançando, dan, dan, dan, dan, dan dançando...

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  6. O que precisa ser feito é melhor a educação!
    Melhores escolas, melhores professores poderiam fazer nosso povo um pouco mais inteligente para não ser enganado por esse tipo de líder religioso.
    Quem sabe assim evitaríamos de isso virar uma teocracia!
    Mas não é interesse deles, eles querem gente burra e ignorante, uma população facilmente manipulável que não sabe votar.

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  7. E pensar que pode ficar pior... a Marina vem aí!

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  8. Sinceramente esse último governo esta uma pura mesmice. Não vejo nenhuma transformação de grande expressividade, apenas retrocesso em diversas áreas. Nela não voto mesmo e vou fazer propaganda contra para todos que tenho contato. A situação esta de mal a pior e tem gente que ainda defende a dentuça dizendo que seu estilo gerencial é louvável, bem como a pesquisa mequetrefe da CNI dizendo que 63% do povão apóia o governo, sabendo-se que a realidade é outra.

    E para os que são 8 ou 80, nem só de PT e PSDB o Brasil vive (aliás, detesto praticamente todos os do último partido citado). Se nenhum candidato vier realmente com uma proposta de mudança geral, ANULAÇÃO DE VOTO SERÁ MINHA ESCOLHA.

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