terça-feira, 5 de março de 2013

PASSEI A NOITE PROCURANDO TU

"A Busca" mistura um gênero bastante comum no cinema brasileiro - o road movie - com outro bem mais raro, o drama familiar. O resultado é ligeiramente desequilibrado. Os conflitos da família Gadelha não têm nada de excepcionais: o casal recém-separado ainda não brigou tudo o que tinha que brigar, e o filho adolescente não sabe muito bem como verbalizar seu descontentamento. Mas os diálogos são muitíssimo bem construídos, e o espectador fica com a aflição de estar invadindo a intimidade de pessoas que acabou de conhecer. Já a parte da estrada não escapa de alguns clichês, como um parto improvisado. Mesmo assim, "A Busca" é um filme sólido, com excelente fotografia e mais um show de interpretação de Wagner Moura. A história é angustiante: depois de brigar com o pai, o filho diz que vai viajar e simplesmente desaparece. Aos poucos vão sugindo pistas de onde ele foi, eaqui eu faço mais uma ressalva: é impressionante a má vontade das testemunhas do paradeiro do rapaz em ajudar o pai desesperado. "A Busca" chega a sugerir um comentário social, ao mostrar gente paupérrima mais preocupada com a sobrevivência do dia-a-dia do que em se solidarizar com o burguesinho em apuros. O desenlace tem algo de poético - mas, se eu estivesse no lugar do protagonista, o filho fujão não escaparia de uns bons tabefes.

6 comentários:

  1. Adorei te ver ontem! Sei que sou suspeito, mas acho o filme lindo! Imperdível!

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  2. Não consigo gostar desse Wagner Moura.

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  3. Já morri de agonia só com o trailer. Acho que não agüento, não, Tony.

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  4. Odeio Wagner Moura como odeio poucas coisas nessa vida.

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  5. Gentche, vão catar o que odiar, com alguma utilidade. Imagine se quem gosta do Wagner Moura fosse comentar, explodiria a caixa de comentários! Êta gente cri-cri, viu? Aliás, a internet e o "Anônimo" (tipo eu, assim) causa o fenômeno "O ninguém trouxe o trombone", que se pode resumir em completos desconhecidos (e por isso mesmo), muitas vezes completos ignorantes, completos sem educação e tudo o mais, se achando críticos de arte, experts, tão importantes e bem pagos, que nos brindam com suas pérolas deprê-rancorosas, sem o menor pudor. Ara, vai lamber sabão, como já dizia Tony Goes!!!

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  6. Wagner Moura = Ricardo Darín, onipresente nos filmes nacionais.

    Mas eu gosto dele sim, pelo menos sai do estereótipo mauricinho Globo.

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