terça-feira, 19 de março de 2013

O DIA DE ANTEONTEM

Pronto: não caí de quatro por causa do novo disco do David Bowie. Isto faz de mim uma pessoa desantenada? Egoísta? Mau-caráter? Não, só um cara que não acha que o rock seja a melhor coisa do mundo. Bowie acha. É sintomático que, depois de tantos anos e tantas mutações, ele reapareça com uma sonoridade básica, sem maiores ousadias ou inovações. As experimentações eletrônicas se dissolveram; a pegada dance evaporou; a maquiagem derreteu. Sobraram as guitarras e as baladonas. A única semi-novidade do pacote é a melancolia, que já se imiscuía em seus álbuns lançados uma década atrás. As letras de Bowie nunca foram as mais saltitantes do mundo (o Major Tom, protagonista de seu primeiro sucesso, morria vagando pelo espaço sideral), mas agora estão conformadamente amargas. Ainda estou nas primeiras audições e "The Next Day" pode vir a crescer dentro da minha cabeça. Mas por enquanto estou achando que é música meio velha, feita por um senhor idem.

5 comentários:

  1. Além de ter passado a minha frente em duas horas, ainda achei o álbum o máximo.

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  2. O mio babbino caro
    No problem

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  3. Tony, sempre desconfiei que você não era muito fã de rock. Rs. Eu amo rock, vivo dizendo que sou um gay que saiu meio errado, e até prefiro do que qualquer diva (excetuando Madonna).
    Achei um disco muito bom, mas sem inovação, como você disse. Acho fantástico Bowie ainda estar produzindo e produzindo coisa com qualidade.
    E a melancolia parece estar na moda, assim como o Indie Rock, ando notando. Mudança de ares?

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  4. achei o álbum o máximo #2
    mas eu sou suspeito - viciado em Bowie...

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