sábado, 16 de março de 2013

COMO FLOPAR FAZENDO MUITA FORÇA

Os deuses do teatro são volúveis e caprichosos. Às vezes não sorriem nem para quem tem muito talento e muitos recursos à disposição. Parece que foi o que aconteceu com "Como Vencer na Vida Sem Fazer Força". Fui assistir ontem a este musical em cartaz no Rio. E, uma semana depois da estreia, a lotação estava abaixo da metade. Claro que isto contaminou minha percepção do espetáculo: o público ralo ria pouco e aplaudia sem vontade, e a coisa nunca que engrenava. E olha que as qualidades são muitas, como sói acontecer numa produção de Charles Moeller e Cláudio Botelho. Cenários suntuosos, figurinos elegantérrimos, coreografias apuradas. E um elenco em estado de graça: um surpreendente Gregório Duvivier (quem sabia que ele cantava e dançava tão bem?), Luiz Fernando Guimarães mais pândego do que nunca, Adriana Garambone espetacular como a sirigaita de vozinha irritante e uma garota fenomenal que eu não conhecia, Letícia Colin - e estes são apenas alguns dos destaques. Por outro lado, algumas marcas são esquisitas, e várias das canções não são lá muito boas. Pela primeira vez, senti que as versões em português não lhes serviam como luvas. Isto acabou fazendo com que a plateia não se empolgasse. Teve até gente que foi embora no intervalo... Acho uma pena, mas há um indisfarçável cheiro de flop no ar. Valeu pelo esforço, rapaziada.

9 comentários:

  1. Gregório Duvivier tá na crista da onda, né? Por um humorístico com ele, Adnet e Tatá Werneck.

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  2. Claudio Botelho Pinto Higor Zay? Adoooro. he he

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    1. Hãhãhãhãhã (à la Beavis & Butthead)

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  3. Flop? Cheiro de flop? O que isso quer dizer? Aqui no sul a gente não fala isso.

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    1. Muito obrigado pela atenção. Tu, como sempre, muito gentil!
      Bjão

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  4. Assisti o espetáculo no domingo passado, e gostei bastante. Acho que algumas músicas não caíram bem em português, mas no geral curti. Um pouco longo, talvez. Agora, a parte técnica é sensacional. Iluminação, cenografia, etc. Os detalhes art déco são incríveis; realmente dá um ar de NY do século XX. Em suma, acho que não é um musical para quem não gosta tanto de musicais e quem não gosta de espetáculos com mais de duas horas de duração.

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  5. Olivia Byington passando bons genes musicais.

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