quarta-feira, 20 de março de 2013

ACTIVO SIMPLE

O "New York Times" de hoje traz uma notícia para lá de surpreendente. Segundo várias testemunhas, o cardeal Jorge Bergoglio - hoje mais conhecido como o papa Francisco - defendeu a união civil para casais do mesmo sexo durante uma reunião com bispos da Argentina em 2010. Naquela época, a presidente Cristina Kirchner estava movendo céus e terras para aprovar o casamento igualitário em seu país, e a Igreja se posicionava como a maior adversária à nova lei. Bergoglio chegou a comparar a medida como "estratégia do diabo", mas, pelo jeito, falava outra coisa nos bastidores. Será que o novo papa é um simpatizante secreto da causa LGBT? Não exatamente, dizem os que o conhecem bem. A defesa das uniões civis seria uma tática, tanto para barrar o casamento propriamente dito como para evitar que a Igreja pagasse mais uma vez de intolerante. Os bispos votaram contra a proposta de Bergoglio, mas o simples fato dele tê-la sugerido já demonstra flexibilidade e abertura ao diálogo. Um teólogo e ativista gay conta que teve cordiais discussões sobre o assunto com o futuro papa Chico. Outros vaticanistas apontam que ele sempre foi um sacerdote "mão na massa", em contato direto com o povo - bem diferente do intelectual Ratzinger, encastelado em seu palácio e distante da realidade cotidiana. Mas claro que é irresistível pensar que Jorge "Bota" Mario tem outros motivos para apoiar a bicharada. Será que sua carteirinha de sócio do San Lorenzo não nos dá alguma pista?

10 comentários:

  1. Lembra que eu falei as histórias sobre ele estavam "desencontradas"? Alguns já haviam dito dessa coisa "simpatizante" dele. E mesmo que tenha sido manobra, mostra claramente alguma flexibilidade do Xicão! Sei lá, tô simpatizando com ele!

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  2. Simpatizante enrustido... já é um começo!

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  3. Melhor não se animar muito, Tony. Leonardo Boff, excomungado pela Igreja, conhecia pessoalmente Ratzinger e disse que a medida que ele se aproximou de Roma, sua postura até então progressista tornou-se conservadora ao extremo. É tal história, como o oposição, longe do poder, não se tem as mesmas responsabilidades e compromissos com uma Instituição atrasada e obscura.

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  4. Quem acredita em contos de fada? A igreja católica não vai mudar sua opinião. Ela é inflexível.Nem sei porque dão tanta importância pra isso. Não percamos nossa tempo querendo a aprovação das igrejas. Temos é que lutar pelos nossos direitos via protestos e pressão e convencimento,diálogo etc.Isso sim é que causa efeito. A Argentina é a prova disso. Nem laicos eles são, já que a igreca católica é a oficial do país e conseguiram aprovar o casamento igualitário. Foi através de muita luta. Ninguém pediu a aprovação de igreja.

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  5. Também concordo com o Citizen, ESQUEÇAMOS de que a igreja vai mudar as suas leis, eles não vão mesmo, ela tem mais de dois mil anos, e é baseada nestes alicerces, esqueçamos, vamos pressionar o judiciário pois isto é o que vale, o País é laico, o que vale é o peso do judiciário e a mudança das leis por mais difícil que seja lá pelas banda do nosso congresso!!!!

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  6. ta aí... dar para um papa é algo que ainda não tenho no meu currículo.

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  7. E por falar em Papa... na Veja desta semana (eu sei, ninguém aqui lê tal revista)tem uma foto de João Paulo II com Reagan, onde o vento na batina do religioso revela um volume que não me inspíra desejos nem um pouco celestiais. #whatthebulgefelings

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  8. É engraçado ver as gays migalhando aprovação dessa igreja.

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