segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SEXO É BOM

"Sex surrogate" é um termo difícil de ser traduzido para o português. Nem sei se elas existem no Brasil: uma mistura de prostituta com terapeuta sexual, que vai às vias de fato ao mesmo tempo em que registra a evolução do paciente com a maior seriedade. "As Sessões" trata dos encontros entre um portador de deficiência física com uma profissional deste tipo, e é um dos filmes mais eróticos que eu já vi na vida. Não no sentido de excitar (apesar de Helen Hunt estar batendo um bolão aos 49 anos de idade), mas por passar uma mensagem positiva sobre o sexo. A história real de Mark O'Brien, um escritor e jornalista que passou quase a vida inteira deitado por causa de uma pólio na infância, é comovente e inspiradora: nossos corpos são o que são, e ninguém precisa ter vergonha de nada. Nem por ser "tortinho", nem por sentir tesão. O diretor Ben Lewin também teve paralisia na infância e hoje anda com o auxílio de muletas. Talvez por isto seu filme não tenha um pingo de pieguice. O mundo seria melhor se o sexo fosse encarado com a mesma alegria e destemor que seus personagens. Aliás, que mundo é este em que o admirável John Hawkes não está indicado ao Oscar de melhor ator, e o intragavelmente pretensioso Joaquin Phoenix está?

6 comentários:

  1. Você pode não gostar do joaquin Phoenix mas tenho certeza que a atuação dele é a melhor do ano...inclusive melhor que Daniel Day-Lewis!

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    1. Hahaha, não gosto de nenhum dos dois!

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    2. Tony, Joaquin está ótimo em "O Mestre", mas também não entendi esnobarem John Hawkes - mil vezes ele ao chatésimo Denzel Washington.

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  2. O mio babbino caro
    Estou viciado no blog
    Eu disse não
    Ela não ouvia
    Mandei um sim
    Logo serviu
    Então pensei
    Ela é bela
    Porque não com ela
    Sexo é bom!
    Hum!

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  3. Essa história da terapia sexual de vias de fato é tema de um livro do Irving Wallace, "A Cama Celestial". Os profissionais eram chamados de "suplentes sexuais", e ajudavam os pacientes travados e problemáticos a desabrocharem para uma vida sexual prazerosa. Só que ainda tenho acuriosidade para saber se aquilo é só ficção ou se realmente existe essa "linha terapêutica". Isso é que é tratamento pragmático.

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  4. Podia ter sex surrogates masculinos... e gatos! :D

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